sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gays: dicionários mudam definição de casamento

 Edições online já não falam em contrato «entre duas pessoas de sexo diferente»
As edições online dos dicionários da língua portuguesa da Porto Editora e Priberam já actualizaram os sinónimos da maioria dos vocábulos relacionados com casamento, mesmo antes da aprovação da proposta do Governo na Assembleia da República.

Os dois dicionários definem casamento como um contrato «entre duas pessoas», sem distinguir o género, embora o da Porto Editora, disponível no site da Infopédia, ainda refere que, à luz do direito, o matrimónio é um «contrato perante a lei para um homem e uma mulher viverem em comum».

Contactada pela Lusa, fonte da Porto Editora afirmou que a entrada «matrimónio» vai ser actualizada «na próxima semana» na Internet e na edição de 2011 do dicionário impresso, que deverá ser lançada no segundo ou terceiro trimestre deste ano.

A mesma fonte referiu que a entrada «casal» não será alterada, apesar de, nas duas primeiras acepções, definir o termo como «conjunto de macho e fêmea» e «conjunto de duas pessoas de sexo diferente».

A fonte salientou que já não há alusão ao género na terceira acepção dada ao vocábulo «casal»: «Conjunto de duas pessoas casadas ou que mantêm uma relação amorosa ou íntima.»

O termo «casamento» surgia no Dicionário Editora como «contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente», mas a referência «de sexo diferente» foi retirada em 2002, afirmou a fonte.

«Não fazia muito sentido estar a referir o género da pessoa. No caso de matrimónio, os linguistas vão seguir a mesma orientação», disse, realçando que, contudo, «não são os linguistas que fazem a língua, que reflecte muito os valores sociais e culturais da sociedade».

O dicionário Priberam não distingue o sexo nos sinónimos dados às palavras «casamento» e «matrimónio», mas mantém as mesmas três acepções da Porto Editora no conceito de «casal».

O sentido tradicional do vocábulo casamento surge ainda em dicionários e enciclopédias impressos mais antigos, nomeadamente na edição de 2005 do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, que define casamento como «vínculo conjugal entre um homem e uma mulher».
A propósito dos Casamentos Homosexuais

Ainda que TODOS os deputados do PS, PCP/PEV e do BE concordassem com o casamento dos homosexuais (o que está longe de ser verdade, pois de contrário as direcções parlamentares respectivas não teriam que impor o sentido do voto, situação antidemocrática só tolerável quando estiver em causa a queda do governo apoiado por esse partido), é necessário recordar a propósito da representatividade democrática e "mandato" que detêm :

1. O casamento homosexual não constava do programa do PS , que antes pelo contrário prometia apoiar as famílias e a natalidade e adiantava algumas medidas nesse sentido e nenhuma no sentido contrário como é o caso do casamento de homosexuais.

2. Também não constava do programa do PCP http://www.pcp.pt/dmfiles/programa-eleitoral-ar2009.pdf

3. Não receberam pois os respectivos deputados um mandato dos seus votantes para aprovarem uma tal lei sobre casamento de homosexuais.

4. Nem todos os cidadãos que votaram nestes partidos leram os respectivos programas eleitorais.

5. Mesmo assim, o total de votos recebidos pelos partidos PS, PCP/PEV e BE nas ultimas eleiçoes legislativas foi de 1 milhão de votos, num total 9,5 eleitores inscritos (10,5%). Mesmo se se adicionarem a estes os votos do PS (que no seu programa não defendeu o casamento de homosexuais) tal dará 3 milhões de votos num universo de 9,5 milhões de eleitores inscritos (31,5%).

Conclusão: É falso haver legitimidade para que esta maioria pretende mostar que possui, pois não recebeu um mandato de mais de 10% da população (mesmo incluindo todos os votantes do PCP) a favor do casamento dos homosexuais.

10% esses que eventualmente seria o máximo de votos a favor que poderia recolher um referendo sobre a matéria e que antidemocraticamente certos partidos que se arrogam de defensores das amplas liberdades democraticas querem fazer abortar.   Artigo de: L.S.P. - LX

Casamento gay aprovado


O Parlamento acabou de aprovar a proposta do Governo que legaliza os casamentos homossexuais. O diploma ainda terá que passar por debate e votação na especialidade, mas terá aprovação garantida também aí. Mas as bancadas partiram-se nas várias votações.

Os projectos dos Verdes e Bloco de Esquerda que admitiam a adopção gay foram, por outro lado, reprovados, assim como a que pedia um referendo sobre a matéria (proposto por mais de 90 mil cidadãos) ou o do PSD que sugeria apenas uma nova união civil - não designada por casamento.

A proposta do Governo foi viabilizada com os votos de todas as bancadas da esquerda e com a oposição do PSD e CDS. Mas houve deputados que usaram da liberdade de voto: sete deputados do PSD abstiveram-se;no PS, duas deputadas rejeitaram o casamento gay proposto pelo seu partido.
PSD admite pedir inconstitucionalidade

O líder parlamentar do PSD vai esperar pelo que o Presidente da República fará com o diploma final dos casamentos gay, mas não exclui a hipótese de pedir a fiscalização sucessiva do diploma ao Tribunal Constitucional.

José Pedro Aguiar-Branco fala de uma "agenda encapotada" no diploma socialista, pretendendo impor a adopção gay por falhas de constitucionalidade que obrigarão o TC a devolver o diploma ao Parlamento. Mesmo assim, para já o PSD vai "esperar" pelo que dirá Cavaco Silva.

Também o Bloco de Esquerda acredita que o diploma, não incluindo a adopção, fere a Constituição da República.   8.1.2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

SIM AO REFERENDO AO "CASAMENTO" GAY !

Como se não existissem problemas gravíssimos em Portugal, a merecer prioritariamente decisões políticas (fome, desemprego, crescente dívida pública, educação, justiça e saúde), o (des)governo decidiu marcar para o próximo dia 9 de Janeiro a discussão e votação da chamada lei que permite o “casamento de gays e lésbicas, ou seja, entre pessoas do mesmo sexo.

E o afã de nos “distrair” é tanto, que tal diploma vai ser mesmo discutido antes do Orçamento do Estado para 2010, que só está atrasado 3 meses! (devia ter sido aprovado em Outubro passado).

A continuação do dislate continuou, quando 90.000 cidadãos decidiram pedir um referendo sobre tal “casamento”, através da divulgação que os partidos ditos de esquerda iriam negar tal referendo! Assim se vê a ideia de democracia que PS, PCP e BE têm. Por mim, caso tal referendo seja negado, jamais votarei em partido dalgum dessa pseudo-esquerda anti-democrática!

Mas importa que demos a nossa opinião sobre a questão de fundo:

O "CASAMENTO" GAY

Sejamos claros: nem tudo é tolerável nem tem de ser tolerável. Transformar a tolerância como virtude, em fraqueza a aproveitar pelos "espertos", além de ser uma falácia e uma injustiça, abre portas a perigos insuspeitos. Nem todas as opiniões são respeitáveis, outra falácia adrede expendida, sobretudo as que violam as mais elementares base da Moral e, ou, do direito e as que são, simplesmente, insensatas.

A insistência em afirmar que somos todos iguais é outra cretinice que virou política e socialmente correcta. É verdade e eu subscrevo que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade” (artº 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem). Mas, simultaneamente, somos todos diferentes, pois inexistem dois seres humanos absolutamente iguais, como está cientificamente comprovado. E os homens, como tal, também são diferentes das mulheres. O que todos devem ter é oportunidades e condições idênticas, mas isso prende-se com princípios de humanidade e de justiça relativa que se buscam desde o inicio dos tempos...

Há centenas de milhões de anos que na terra existem seres vivos, vegetais e animais, os mais diversos. Eles existem porque têm a capacidade de se reproduzir, através da existência de um elemento feminino e outro masculino e a natureza é tão perfeita que concebeu "sistemas" de atracção entre os géneros que garantissem a interacção reprodutiva.

A homossexualidade humana - inexistente em 99% das espécies - é, a esta luz, um desvio genético, uma doença. E uma doença terminal, já que se, por absurdo, todos virássemos "gays" a espécie humana acabava...

Espalhando-se os homens pela terra, apesar das diferenças que sempre existiram de raça, cultura, crenças religiosas, etc., sempre estes viveram em grupo, criando sociedades mais ou menos complexas. Na sua espectacular diversidade, porém, a humanidade criou uma "célula" comum a toda ela: a família. Esta forma-se, inicialmente, pela união de um homem e uma mulher, que considerações de ordem política, social e, ou, de afectos, uniram, a fim de partilharem o restante das suas vidas, protegerem-se e auxiliarem-se mutuamente e ... terem filhos, perpetuando a espécie e a continuidade da família.

À figura que consubstanciou em termos jurídico/legais e sociais a existência de uma família, chamou-se casamento. E também isto a nível mundial, quer na sua fórmula exclusivamente civil ou acompanhada de um preceito religioso.

Ora é este "status quo", que o presente projecto de casamento entre pessoas do mesmo sexo, quer pôr em causa. Isto é, querem transpor uma aberração genética/comportamental para o edifício legal.

Em nome de quê? Pois em nome da igualdade de direitos. Ora a mim parece-me que não se deve dar direitos idênticos a coisas diferentes. Tão pouco passar "vícios privados", perdoem-me a expressão, a públicas virtudes!

Ver dois tipos a beijarem-se na boca na rua mete-me nojo. Mas eu não tenho nada que me enojar ou excitar em público. Por isso os vícios pessoais devem ter o recato adequado, não o folclore das marchas de orgulho gay ... Orgulho em quê? De quê? Sobre quê? Não podem casar? Azar, se tivessem os pés chatos também não podiam ir à tropa! Não se pretende discriminá-los. São eles que se auto-discriminam.

Legislar sobre uma coisa que a própria natureza tornou repulsiva parece ser um desconchavo que só um relativismo moral doentio, justifica. Infelizmente a comunicação social, por razões várias, tudo têm feito por banalizar a discussão do tema para o tornar "normal" e habitual... Fá-lo a qualquer hora, por qualquer meio e vai ao ponto de mostrar cenas semi-explícitas. Ao mesmo tempo vão condicionando, ardilosamente, a expressão pública de quem não concorda com o desaforo. Um dia destes ainda vamos ter que pedir desculpa por não pertencermos ao "clube" ou acrescentarmos com entusiasmo, que também gostaríamos de experimentar.

E não deixa de ser curioso notar que são aqueles que tanto se têm empenhado em destruir a família tradicional, são agora os que se empenham tanto no casamento homossexual...

O que esta gente quer é ter público reconhecimento dos maus caminhos que trilha e tornar boa e respeitável algo que objectivamente não o é. E não venham dizer que ninguém tem nada com isso. Toda a gente tem a ver com isso. Um cidadão que urina na via pública não deve ser apenas um caso de polícia, merece censura social...

Ninguém defende que se maltratem os portadores deste desvio, doença ou o que se lhe queria chamar - normalidade é que não pode ser. Agora temos que nos precaver da "ditadura" de minorias e da imposição de comportamentos.

De facto o casamento de homos, lésbicas, transexuais, etc, abre as portas de uma comporta, de consequências imprevisíveis, o que irá alargar exponencialmente as barbaridades já existentes, como lobbies gay; discotecas para gays, bairros (guetos?) para gays, festivais de filme gay, idem para literatura, exibição de agressividade gay (vide culto do culturismo e exibição pública atemorizadora); predominância em profissões ou empresas, etc., é o que já se vê por aí. E o aí, internacionalizou-se. Podem por isso antever o que nos poderá bater à porta: pedofilia q.b.; uma mulher casada com um cavalo; poligamia masculina e feminina; um ancião com a sua corte de eunucos; incesto legalizado e por aí fora. A perversão da mente humana não tem limites...

Deixámos para o fim a delicada questão da adopção de crianças e todo o género de experiências da bio genética, que é o corolário lógico deste tipo de união (e não devia passar disso): tal consideramos simplesmente como um crime contra a humanidade.

Que ninguém se atreva a dizer que este vendaval de imoralidade é inevitável ou irreversível. Inevitável é a gente morrer e mesmo assim só para aqueles que não acreditam na reincarnação ou numa qualquer forma de ressurreição.

Agora experimentem continuar confortavelmente sentados no vosso sofá a ver o tempo passar sem se quererem incomodar com nada. Um dia acordam e.... a coisa passou a obrigatória! E depois não se queixem.
Jorge da Paz Rodrigues

Casamento homossexual:

PSD dá liberdade de voto a deputados

O PSD dará liberdade de voto aos seus deputados quanto aos diplomas relativos ao casamento homossexual e desafiou o PS a seguir o exemplo dos sociais-democratas em nome da «dimensão de intervenção» do Parlamento.
«Haverá liberdade de voto dos deputados relativamente a todos os diplomas, estando eu convencido de que o diploma que é apresentado pela direcção receberá um larguíssimo consenso e terá uma votação expressiva», disse o líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar Branco, no final de uma reunião extraordinária da bancada social-democrata para discutir o diploma do partido.
Para o líder parlamentar social-democrata, a decisão de não impor a disciplina de voto em relação aos diplomas que serão votados sexta-feira em plenário (do Governo, do BE e do partido ecologista Os Verdes para a consagração do casamento entre pessoas do mesmo sexo e do PSD para a instituição de uma união civil registada) «marca bem a diferença» entre PSD e PS.
Diário Digital / Lusa