quarta-feira, 9 de junho de 2010

ARISTIDES DE SOUSA MENDES: O maior humanista português do séc. XX

Um verdadeiro herói Lusófono
Herói é, em geral, aquele que se evidencia de armas na mão, perante circunstâncias desvantajosas. Permitam-me que vos fale hoje de um herói diferente, que não matou nem molestou ninguém e que, ‘armado’ apenas de uma simples caneta, salvou, em 1940, mais de 30.000 vidas humanas de uma morte certa nos campos de concentração nazis.

1. Breve biografia: Aristides de Sousa Mendes nasceu em 19.7.1885, em Cabanas do Viriato (hoje uma vila), município de Carregal do Sal e distrito de Viseu e casou em 1909 com sua prima Angelina de Sousa Mendes. Teve 15 filhos. Católico, por formação e por crença, era filho de um Juiz, de quem herdou a faceta humanitária. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e ingressou na carreira diplomática. Faleceu em 3 de Abril de 1954, na maior miséria, sendo enterrado com um traje franciscano, pois já nada tinha para vestir.

Como Diplomata de carreira, Aristides de Sousa Mendes ocupou diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora: 1910, Guiana Britânica; 1911, Galiza (Espanha); 1911-1918, Cônsul em Zanzibar, cujo Sultão o condecora pela sua ação política na I Guerra Mundial; 1918-1921, Curitiba (Brasil), onde lhe nasce 1 filha; 1921, S. Francisco (EUA), onde nascem mais 2 filhos;1924-1927, Maranhão e Porto Alegre (Brasil); 1927-1929, Vigo (Espanha); 1929-1938, Antuérpia e Grão Ducado do Luxemburgo; até que, em Setembro de 1938 é nomeado Cônsul-Geral de Portugal em Bordéus (França), estando, pois, aí, quando eclodiu a II Guerra Mundial, em 1939.

2. Para melhor se compreender o gesto heróico de Aristides, convém salientar que, quer antes, quer no ano de 1940, era patente uma ação encapotada pró-nazi do Chefe de Governo Português, António de Oliveira Salazar e da então PVDE (polícia política do ditador), que não só foi treinada como em boa parte equipada pela Gestapo (tristemente famosa polícia política nazi).

A partir de 1939, Salazar acumulou a Presidência do governo com a pasta de Ministro dos Negócios Estrangeiros. O cúmulo da sua desfaçatez de pseudo-neutralidade está patente na sua famigerada “Circular 14”, proibindo os diplomatas de dar vistos a apátridas, refugiados ou sem pátria, determinando que recusassem vistos aos “estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; aos apátridas, aos judeus, quer tenham sido expulsos do seu país de origem ou do país de onde são cidadãos”, quando vários países já estavam ocupados: Áustria, Checoslováquia, Polónia, Luxemburgo, Holanda, Bélgica e de num ápice os nazis terem invadido a França. Daí magotes de pessoas fugirem pelo chamado corredor de Bordéus para a liberdade.

Aristides, homem de sólidos princípios morais e éticos, resolve desobedecer a essa iníqua ordem, perante a perseguição e o extermínio nazi de que tinha notícia.

De acordo com o seu filho mais velho, Pedro Nuno, que tanto o ajudou e quando este já estava às portas da morte, há 5 anos, revelou que durante 3 dias o pai esteve aparentemente doente, antes de passar mais de 30.000 vistos, pois esteve sim a refletir e terá sido mesmo inspirado por Deus para salvar toda aquela gente, ouvindo uma voz interior que lhe disse: “Levanta-te e vai salvar os que precisam de ti”, após o que, já no Consulado de Portugal, Aristides terá declarado: “A partir de agora, darei vistos a todas as pessoas que o solicitarem, sem distinguir nacionalidades, raças ou religiões”, explicando que preferia estar “Antes com Deus contra os homens do que com os homens contra Deus”.

Convém esclarecer que Aristides, como Cônsul experiente e inteligente, tendo sido colocado em Bordéus em 1939, soube atempadamente o que Hitler estava a fazer e nomeadamente que, em 25/1/1940 os nazis acabaram de construir o campo de concentração de Auschwitz e que para o mesmo foram conduzidos imensos prisioneiros a partir de 20/5/1940, pelo que o seu espírito de homem de bem temeu o pior e logo em Maio de 1940 passou os primeiros vistos. Até que, em Junho, perante a avalanche de refugiados, esteve três dias e três noites sem parar a passar vistos.

Segundo o testemunho do Rabino de Antuérpia, Jacob Kruger, Aristides passou 30.000 vistos em Bordéus (1/3 dos quais a Judeus), mas dali ele foi ainda aos Sub-Consulados de Bayonne e Hendaye, sob sua jurisdição, emitindo também muitos vistos, mas Salazar furioso logo o destituiu e obrigou a regressar a Portugal. Pois mesmo pelo caminho ele passou vistos, pelo que o número de vidas que salvou foi, com certeza, muito superior a 30.000, segundo uns 35.000, segundo outros 38.000.

3. Aristides na verdade desobedeceu a Salazar, mas tal desobediência foi inteiramente justificada, perante uma ordem desumana. Com efeito, como jurista, quero aqui salientar um aspecto de Direito que ainda não vi invocar: era e é legal agir em legítima defesa de terceiros e foi isso, precisamente, que o Cônsul fez.

Na verdade, Aristides mais do que respeitou os requisitos essenciais da legítima defesa – perigo eminente, adequação e proporcionalidade de meios na defesa de terceiros – já que se limitou a usar uma “pacífica” caneta e um carimbo.

Esclareço que, na minha opinião de jurista, a famigerada “Circular 14” é que era ilegal e anticonstitucional, pois apesar da Constituição Portuguesa de 1933, então vigente, ser protofascista, já proibia a não discriminação entre pessoas de raças e credos diferentes e foi isso que Aristides respeitou. Salazar é que não cumpriu o que tal Constituição estabelecia e, num comportamento ignóbil, mesquinho e vingativo, moveu-lhe um processo disciplinar e em 23 de Junho de 1940 aposentou-o compulsivamente da função pública (demitiu-o) e condenou-o autenticamente a uma morte lenta, ao proibi-lo de exercer qualquer profissão, mormente advocacia.

Destaco que Aristides, como jurista, bem se tentou defender, mas tudo foi debalde, pois no processo disciplinar Salazar usou o seu poder discricionário e decidiu demiti-lo e condená-lo a uma morte em vida, como já referi, e não obteve justiça no então Tribunal Administrativo – único a que na altura podia recorrer, pois inexistia então o Tribunal Constitucional nem era possível a um funcionário recorrer aos Tribunais comuns – sendo que os Juízes daquele eram escolhidos a “dedo” pelo poder vigente. Tal como nada conseguiu do seu apelo à então Assembleia Nacional, como bem se compreende, pois a mesma era na totalidade composta por membros do partido único, designado “União Nacional”, como aliás era timbre das ditaduras de tipo fascista, como era a de Salazar.

Mas a história não acaba aqui, pois continuou com dois dos filhos de Aristides, Carlos Francisco Fernando e Sebastião Miguel Duarte, nascidos nos EUA em 1922/23, quando ele foi Cônsul em S. Francisco, que deram sequência ao corajoso ato de seu pai, alistando-se, em 1943, no exército americano (tinham dupla nacionalidade). Terão sido os dois únicos portugueses que participarem no dia “D” – 6.6.1944 – data do desembarque dos Aliados na Normandia, combatendo os nazis até Berlim.

4. Apesar do empenho de vários dos seus filhos, a reabilitação de Aristides demorou e só se efectivou devido ao empenho de algumas figuras internacionais para que o Mundo tivesse conhecimento do heroísmo de Aristides. Israel é o primeiro País. Em 1961, o Yad Vashem planta em sua memória uma árvore na Alameda dos Justos, em Jerusalém, e posteriormente são plantadas mais árvores, inclusive uma floresta. Em 1967, aquela autoridade estatal israelita para a recordação dos mártires e heróis do Holocausto, homenageia Aristides, desta vez, com a mais alta distinção: uma medalha comemorativa com a inscrição do Talmude, em cujo reverso se pode ler: "Quem salva uma vida humana, é como se salvasse a humanidade inteira". Foi o primeiro não israelita a receber a honrosa distinção de “JUSTO ENTRE AS NAÇÕES”.

Seguem-se a França, sendo descerrada uma estátua sua em Bordéus, a Bélgica, a Holanda, o Reino Unido e os Estados Unidos, sendo este país que alerta Portugal de se ter ‘esquecido’ de Aristides. Daí que Portugal só viria a reconhecer o seu Herói em 1987, com a sua condecoração, a título póstumo, pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a Ordem da Liberdade.

Em 1988, a Assembleia da República portuguesa, por unanimidade, reintegra Aristides na Carreira Diplomática, promovendo-o, a título póstumo, a Ministro Plenipotenciário com direito a uma indemnização à família, o que só permitiu readquirir a sua casa em ruínas e constituir uma Fundação com o seu nome. Em 1995 é-lhe atribuída a Grã Cruz da Ordem de Cristo.

Depois disso, seguem-se várias homenagens pelo Mundo fora, que seria fastidioso referir, apenas ressalto que há 7 anos a Comunidade israelita de S.Paulo lhe descerrou um busto na sua sede, que o seu nome foi atribuído a varias artérias em Portugal e à Escola Secundária de sua terra (Cabanas) e que a Grande Loja Legal e Regular de Portugal criou uma Loja com o seu nome e em 2008 atribuíu-lhe a mais alta condecoração Maçónica (Grande Colar do Gen. Gomes Freire de Andrade), tendo nesse ano sido inaugurada, em Santarém, a única estátua dele em Portugal.

Recentemente, foi lançado um museu virtual sobre a vida do insigne Cônsul, promovido pela Assembleia da República. O site é bom e podem consultá-lo em http://mvasm.sapo.pt, pois contém documentos e imagens da época. Mas melhor seria que o Estado Português ajudasse a edificar um Museu real, na sua Casa do Passal, em Cabanas do Viriato, ora ainda em ruínas, onde podia e devia ser instalado o Museu da Paz e dos Direitos Humanos, face à grandiosidade do seu amor ao próximo, incondicional e universal e bom seria que a sua vida, eivada de virtudes e princípios, fosse dada a conhecer nos livros de História, como um exemplo para todos, por forma a que se multiplicassem os JUSTOS.

5. A par de Aristides e por terem agido de forma idêntica, entendo justo e necessário lembrar e homenagear aqui também dois ilustres brasileiros, que igualmente merecem a designação de heróis lusófonos. Desobedecendo a ordens do Presidente Getúlio Vargas, o então Embaixador do Brasil em França, Luiz de Souza Dantas, concedeu centenas de vistos a judeus até 1942, e D. Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (ainda viva, em São Paulo), encarregada de vistos no Consulado do Brasil em Hamburgo, logrou igualmente vistos para salvar dezenas de judeus. Ambos ficaram para a História da Humanidade, entre outros, como “Justos entre as Nações” e estão lembrados, tal como Aristides, no Museu do Holocausto, em Jerusalém.

Aliás, no campo dos Direitos Humanos, cumpre-me destacar mais dois ilustres brasileiros: Austregésilo de Athayde, homem de letras e de lutas, co-autor da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela ONU em 23.12.1948, e Sérgio Vieira de Mello, diplomata e Alto-Comissário da ONU, que coordenou a independência de Timor-Leste e veio a morrer vítima de uma cobarde bomba no Iraque.
Dia da Consciência: 17 de Junho – Foi há 70 anos!

Entretanto, no próximo dia 17 de Junho, por iniciativa dos Amigos de Aristides, comemora-se o Dia da Consciência, em homenagem ao diplomata português e a todos os que, durante a II Guerra Mundial, salvaram vidas humanas das garras do Holocausto, para recordar, celebrar e refletir sobre a sua coragem de há 70 anos. Desta vez a Igreja Católica lembrou-se que ele era católico e, assim, Aristides e os demais vão ser recordados em Missas por todo o Mundo, destacando as que se vão celebrar no Vaticano, Sé de Lisboa e Braga (Portugal), Bordéus e Paris (França), New York, Newark, New Jersey e S. Francisco (EUA), Montreal (Canadá) e S. Paulo, S. Salvador e Fortaleza (Brasil), além de muitas Sinagogas se associarem a esta comemoração, à qual todos somos também convidados a participar. Também em 17.6.2010 se prevê que seja estreado um filme em França sobre Aristides.

6. Termino salientando a imensa solidão que deverá ter sentido Aristides, ostracizado devido à proteção que deu aos que fugiam da barbárie nazi, tanto mais que ele não era uma personalidade ideológica, "propriedade" da esquerda ou da direita, pois até seria politicamente um monárquico, católico e conservador, mas, isso sim, um homem que sentiu, a certa altura, o dever de se revoltar face à iniquidade e à tragédia, colocando a dignidade e a consciência à frente do dever formal de obediência a uma ordem injusta.

Por isso, a memória e o exemplo de Aristides têm de se manter vivos, para as novas gerações, como um precursor e um dos principais defensores dos Direitos Humanos e, assim, não será demais considerá-lo um herói Lusófono.

Concluindo, diria ainda que, ao meu país, falta, entre outros atos, assumir uma atitude patriótica, cabendo aos poderes constituídos a iniciativa de trasladar os restos mortais do Embaixador Aristides de Sousa Mendes para o Panteão Nacional, em Lisboa, onde repousam os Grandes Heróis Portugueses, fazendo jus ao poeta épico Luís de Camões, que os cantou n’ "Os Lusíadas" como "... aqueles, que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando...”.  

Jorge da Paz Rodrigues (Discurso proferido em 8.6.2010 na Embaixada de Portugal em Brasília)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Nenhuma entidade exterior pode interferir na agenda política portuguesa, diz PR

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, desvalorizou esta terça-feira os avisos do comissário europeu do Assuntos Económicos sobre a necessidade de prosseguir reformas estruturais, considerando que nenhuma entidade exterior pode colocar matérias dessas na agenda política portuguesa.
Questionado sobre os avisos deixados na segunda feira pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, de que Portugal e Espanha têm de prosseguir as reformas estruturais, nomeadamente no mercado do trabalho e sistema de pensões, Cavaco Silva disse que essa matéria "não está na agenda política portuguesa".
"Só o Governo ou a Assembleia da República podem incluir essas matérias na agenda política portuguesa e, quanto sei, até este momento ninguém a colocou", acrescentou.
Interrogado, então, se considera que se tratou de um engano do comissário, o Presidente da República disse não saber, mas enfatizou que entidades exteriores não podem colocar matérias dessa natureza na agenda política portuguesa.
"Nenhuma entidade exterior pode colocar matérias dessas na agenda portuguesa, ninguém pode", frisou.
Já esta terça-feira, após a ministra do Trabalho Helena André e o ministro da Economia, Vieira da Silva, terem criticado o "desconhecimento" de Olli Rehn sobre a reforma já levada a cabo em Portugal, o comissário admitiu ter sido incorreto ao meter Portugal e Espanha "no mesmo saco" quando pediu mais reformas estruturais no mercado do trabalho e no sistema de pensões.
Cavaco Silva pediu aos portugueses para dominarem "os medos e os temores" perante o risco e a incerteza
Presidente entregou Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa

domingo, 6 de junho de 2010

Presidente da República apela aos portugueses para passarem férias no seu país

Albufeira tem “todas as condições” para acolher turistas nacionais
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, apelou ontem aos portugueses, em Albufeira, para passarem férias no seu país e contribuírem para ajudar a ultrapassar a actual situação económica.
“Os portugueses devem fazer turismo no seu próprio país. Isso será uma ajuda preciosa para ajudar o país a ultrapassar a sua actual e grave situação económica”, salientou o chefe de estado, durante o seu discurso na inauguração do Pavilhão Desportivo de Albufeira.
Cavaco Silva salientou a mais-valia da obra e elogiou as “autoridades locais”, que colocam à disposição de quem vive, trabalha ou visita o concelho “equipamentos importantes”. Neste caso, Albufeira, “elo de ligação entre dois «Algarves», o do sotavento, dos areais, e o do barlavento, das rochas e falésias”.
Falando em Albufeira, o Presidente da República assestou baterias no turismo e na capacidade de os portugueses poderem dar “um contributo para a recuperação económica de Portugal e para que se vençam as dificuldades actuais”.
“Assim, aqueles que podem passar férias, que o façam cá dentro. Albufeira tem todas as condições para satisfazer os portugueses”, acrescentou, elogiando o município que hoje visitou e recordando “é um dos concelhos com melhor qualidade de vida” no país.
À margem da cerimónia, Cavaco Silva dirigiu palavras de estímulo à selecção portuguesa, que este sábado parte para África do Sul, onde vai disputar o Mundial de futebol, defrontando Costa do Marfim, Coreia do Norte e Brasil, na fase de grupos.
“Confio na selecção. A selecção vai ter um apoio forte dos portugueses, em Angola, Moçambique, África do Sul e países vizinhos. Esperamos que tenham determinação e energia para conseguir um bom resultado. Todos nós sonhamos com um bom resultado”, referiu. http://www.presidencia.pt
MOVIMENTO 560
Voz da Revolta — May 06, 2009 — Movimento 560 foi criado em Portugal no verão de 2005 por três jovens estudantes. Este movimento tem como objectivo a promoção dos produtos nacionais e a sensibilização dos portugueses perante o que é fabricado no seu país, contribuindo para o crescimento dos postos de trabalho e para o crescimento económico de Portugal.
Na maior parte dos produtos feitos em Portugal, o seu código de barras começa por 560, daí o nome de Movimento 560. Este movimento, conseguiu transmitir uma mensagem bastante importante na sociedade civil, tendo sido bastante mediatizado e conseguido mesmo um grande impacto na mentalidade social.

Ainda hoje pode ser acompanhado todo o seu trabalho, que irá continuar vastamente, este é também um movimento de todos os portugueses. http://560.adamastor.org

Os produtos geralmente tem um código e barras de 13 digitos, que é chamado EAN.
Os 3 primeiros numeros desse código definem o pais de origem do produto.
O código para Portugal é 560, para os demais paises temos:
Código / País / Entidade Responsával
000–019 E.U.A. GS1 US
030-039 E.U.A (reservado para medicamentos) GS1 US
060–139 E.U.A. GS1 US
300–379 França
380 Bulgária GS1 Bulgária
383 Eslovénia GS1 Eslovénia
385 Croácia GS1 Croácia
387 Bósnia e Herzegovina GS1 BIH (Bósnia e Herzegovina)
400-440 Alemanha
490–499 Japão GS1 Japão
460–469 Rússia GS1 Rússia
470 Quirguistão GS1 Quirguistão
471 Ilha de Taiwan GS1 Taiwan
474 Estónia GS1 Estónia
475 Letónia GS1 Letónia
476 Azerbaijão GS1 Azerbaijão
477 Lituânia GS1 Lituânia
478 Usbequistão GS1 Usbequistão
479 Sri Lanka GS1 Sri Lanka
480 Filipinas GS1 Filipinas
481 Bielorrússia GS1 Bielorrússia
482 Ucrânia GS1 Ucrânia
484 Moldávia GS1 Moldávia
485 Arménia GS1 Arménia
486 Geórgia GS1 Geórgia
487 Cazaquistão GS1 Cazaquistão
489 Hong Kong GS1 Hong Kong
500–509 Reino Unido GS1 Reino Unido
520 Grécia GS1 Grécia
528 Líbano GS1 Líbano
529 Chipre GS1 Chipre
530 Albânia GS1 Albânia
531 República da Macedónia GS1 República da Macedónia
535 Malta GS1 Malta
539 República da Irlanda GS1 República da Irlanda
540–549 Bélgica
560 Portugal GS1 Portugal - CODIPOR
569 Islândia GS1 Islândia
570–579 Dinamarca
590 Polónia GS1 Polónia
594 Roménia GS1 Roménia
599 Hungria GS1 Hungria
600-601 África do Sul GS1 África do Sul
603 Gana GS1 Gana
608 Bahrein GS1 Bahrein
609 Maurícia GS1 Maurícia - The Mauritius Chamber of Commerce and Industry
611 Marrocos GS1 Marrocos
613 Argélia GS1 Argélia
616 Quénia GS1 Quénia
618 Costa do Marfim GS1 Costa do Marfim
619 Tunísia GS1 Tunísia
621 Síria GS1 Síria
622 Egipto GS1 Egipto
624 Líbia GS1 Líbia
625 Jordânia GS1 Jordânia
626 Irão GS1 Irão
627 Kuwait GS1 Kuwait
628 Arábia Saudita GS1 Arábia Saudita - Council of Saudi Chambers
629 Emirados Árabes Unidos GS1 Emirados Árabes Unidos
640–649 Finlândia GS1 Finlândia
690–695 República Popular da China GS1 China
700–709 Noruega GS1 Noruega
729 Israel GS1 Israel
730–739 Suécia GS1 Suécia
740 Guatemala GS1 Guatemala
741 El Salvador GS1 El Salvador
742 Honduras GS1 Honduras
743 Nicarágua GS1 Nicarágua
744 Costa Rica GS1 Costa Rica
745 Panamá GS1 Panamá
746 República Dominicana GS1 República Dominicana
750 México GS1 México
754 – 755 Canadá GS1 Canadá
759 Venezuela GS1 Venezuela
760–769 Suíça
770 Colômbia GS1 Colômbia
773 Uruguai GS1 Uruguai
775 Peru GS1 Peru
777 Bolívia GS1 Bolívia - CAINCO
779 Argentina GS1 Argentina
780 Chile GS1 Chile
784 Paraguai GS1 Paraguai
786 Equador GS1 Equador
789 – 790 Brasil GS1 Brasil
800–839 Itália
840–849 Espanha
850 Cuba GS1 Cuba
858 Eslováquia GS1 Eslováquia
859 República Checa GS1 República Checa
860 Sérvia e Montenegro GS1 Sérvia e Montenegro
865 Mongólia GS1 Mongólia
867 Coreia do Norte GS1 Coreia do Norte
869 Turquia GS1 Turquia
870–879 Holanda GS1 Holanda
880 Coreia do Sul GS1 Coreia do Sul
884 Cambodja GS1 Cambodja
885 Tailândia GS1 Tailândia
888 Singapura GS1 Singapura
890 Índia GS1 Índia
893 Vietname GS1 Vietname
899 Indonésia GS1 Indonésia
900–919 Áustria GS1 Áustria
930–939 Austrália GS1 Austrália
940–949 Nova Zelândia GS1 Nova Zelândia
950 GS1 Global Office GS1 Global Office
955 Malásia GS1 Malásia
958 Macau GS1 Macau

sábado, 5 de junho de 2010

ALERTA: Na Suíça os funcionários consulares portugueses já registam uma perda de mais de 11,33% dos seus salários !

Os funcionários consulares portugueses na Suíça não reclamam um corte de vencimento de 1,5% + 1% a partir deste mês, pois compreendem e conhecem a situação nacional, mas sim a perda cambial que já é superior a 11% (o Ordenado em Euros pago por Portugal, e ali tributado em IRS, "injustamente" como se ali residentes, é "sempre" igual, depois convertido em CHF em conformidade com a parcela de câmbio na coluna na extrema direita a ver no primeiro dia de cada mês aqui:  http://www.igcp.pt/gca/?id=556).
ASSIM, A VERDADE É TAMBÉM ESTA:
O Secretário-Geral do STCDE, Jorge Monteiro Veludo, enviou ao "Jornal i" o esclarecimento seguinte, face a um artigo publicado no dia 1 deste mês, na pag. 30, intitulado "Queda do Euro. Governo recusa revisões salariais" - http://www.stcde.pt:
1 - Os trabalhadores nos Serviços Externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros na Suíça não receberam qualquer resposta do Governo à sua reivindicação de actualização salarial para compensar a variação cambial do euro relativamente ao franco suíço;
2 - Também a Comissão Executiva deste Sindicato não reccebeu qualquer resposta às diversas interpelações à tutela para abrir negociações;
3 -  A Lei (DL 444/99 de 3 de Novembro, art.° 63.°-4) prevê actualizações intercalares em caso de forte depreciação do euro;
4- Em 2007, 2008 e 2009, o quadro das variações do poder de compra e das actualizações salariais na Suíça é o seguinte:
2006/07: Variação do poder de compra: - 0,76 Actualizações: + 0,27 Perda: 0,49
2007/08: Variação do poder de compra: - 5,67 Actualizações: + 0,27 Perda: 5,40
2008/09: Variação do poder de compra: - 4,18 Actualizações: + 3,19 Perda: 0,99
5 - Assim, o efeito acumulado nos três últimos anos, foi uma perda de 6,88% e não, como erradamente consta do vosso artigo, um ganho de 5,87%, à qual acresce a recente desvalorização do euro relativamente às moedas locais, neste caso o franco suíço, a qual, comparando o 2.° semestre 2009 com o 1.° semestre 2010, já atinge 4,45%.

6 - Ao ex-Ministro Martins da Cruz, que não é suposto conhecer os factos acima, além de lembrarmos que, quando ministro, não nos actualizou, respondemos que, além de acompanharmos a imprensa, vemos atentamente as evoluções cambiais e até lemos o Diário da República...

Queda do euro. Governo recusa revisões salariais
Funcionários das embaixadas afectados pela perda de poder de compra, à conta da queda do euro, não vão ter compensações
O governo recusou qualquer tipo de revisão salarial aos funcionários da embaixada portuguesa na Suíça. Estes trabalhadores têm assistido no último ano e meio a uma desvalorização de salários - devido à queda do euro - e têm avançado com vários protestos, ameaçando aumentar o tom dos mesmos, através da realização de greves e manifestações.
Na Suíça, os funcionários portugueses reclamam que em 2009 registaram uma perda de 5,67% e este ano de mais 4%, pelo menos. A 21 de Maio, por exemplo, este conjunto de funcionários foi trabalhar vestido de luto, a protestar não tanto contra a queda do euro, mas acima de tudo contra a falta de respostas do governo português para resolver a situação.
Pois a resposta do governo chegou agora e não podia ser mais clara: para 2010 já não há qualquer revisão definida e não se prevêem quaisquer novos mecanismos para fazer face "a flutuações cambiais acentuadas", segundo a resposta do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) aos trabalhadores, que também lembra que estes funcionários na Suíça "obtiveram em 2007 e 2008 um ganho real de 5,87%". Com esta resposta, a contestação deverá agora acentuar--se até porque, e segundo foi possível apurar, há mais embaixadas onde a contestação pode aumentar de tom.
"As greves não fazem grande coisa. Temos de tomar uma posição mais visível", comentou a 21 de Maio Ana Cruz, funcionária e delegada sindical no consulado de Genebra. Uma manifestação a 10 de Junho, junto à residência do embaixador, é o protesto que está agora na forja, segundo a mesma sindicalista citada pela agência Lusa.
Valoriza, desvaloriza "Não pediram para o salário ser reduzido nos últimos 36 meses, quando o euro valorizava quase todos os dias", critica Martins da Cruz, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-embaixador português, ouvido pelo i sobre a pretensão dos funcionários das embaixadas.

Mas além da omissão do período de valorização do euro, Martins da Cruz relembra também os tempos de crise que se vivem actualmente. "Aparentemente estes funcionários desconhecem a grave situação económica e financeira em que está o país. Recomendo que lhes fossem enviados pelo menos os recortes de imprensa do último mês", atira, concluindo com um claro: "Haja juízo."

Com esta resposta aos funcionários da embaixada da Suíça, o governo passa igualmente uma mensagem aos trabalhadores de outras representações diplomáticas portuguesas, a sofrer com a desvalorização do euro e, logo, dos seus ordenados. Não haverá revisões salariais. A decisão, contudo, poderá acender um rastilho de contestação pois, conforme apurou o i, não é só na Suíça que a insatisfação está em crescendo.
por Filipe Paiva Cardoso , Publicado em 01 de Junho de 2010 http://www.ionline.pt/conteudo/62478-queda-do-euro-governo-recusa-revisoes-salariais