sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Deputado do PS envia carta ao Governo apelando à resolução da greve de funcionários consulares na Suíça ! - Comunidade organiza-se para Grande Manifestação de Apoio aos Grevistas !!!

Lisboa, 15 set (Lusa) – O deputado do PS, Paulo Pisco, enviou hoje uma carta aos ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e das Finanças, Vítor Gaspar, apelando ao Governo que resolva a situação dos funcionários consulares em greve na Suíça, informou o parlamentar.
Na carta, Paulo Pisco apelou “ao sentido de justiça e de clarividência do Governo, para que resolva o problema destes portugueses que vivem na Suíça, que é também um problema de Portugal e do Estado Português, criando um mecanismo salarial que dê estabilidade às suas vidas, permitindo-lhes viver de forma condigna e decente, para que possam saber que o seu país não os abandona.”

Cinquenta e seis funcionários consulares na Suíça iniciaram no dia 29 de agosto uma greve por tempo indeterminado por falta de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros acerca da sua situação salarial.

A greve está a ser cumprida pelos trabalhadores da embaixada de Portugal em Berna, da missão junto da ONU em Genebra, os consulados naquela cidade e em Zurique, bem como os escritórios consulares em Sion e Lugano, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).

“Na sequência da minha deslocação a Genebra e Zurique (12 e 13 de setembro), onde tive encontros com funcionários dos consulados, consegui perceber que há ali uma situação muito complexa e que comporta algum dramatismo em virtude da situação pessoal dos funcionários consulares”, disse à Agência Lusa Paulo Pisco.

Segundo o deputado, “a degradação salarial tem-se acentuado de tal maneira que a situação atingiu um ponto de grande dificuldade pessoal diária para todos os funcionários e que também tem um conjunto de repercussões de outra natureza para Portugal, para a imagem, para o prestígio do nosso país e para as suas relações com a Suíça.”

“O ponto de partida para esta situação radica essencialmente em dois pontos: a não existência de uma paridade fixa e razoável entre o valor do euro e do Franco Suíço em 1,51, como acontece com outros países; a aplicação de cortes salariais de 10 por cento idênticos também para o estrangeiro, sem levar em conta os respetivos níveis de vida”, referiu Paulo Pisco.

O parlamentar do PS frisou ainda que os mais de 200 mil portugueses estão a ser muito prejudicados com a greve, pois muitos têm problemas urgentes a resolver nos consulados, mas não podem fazê-lo devido à greve.

Segundo Pisco, “perante uma situação como esta e com uma comunidade tão vasta, alguma imprensa (suíça) vai aproveitando para soltar os seus preconceitos, como sempre acontece nestes casos, ainda por cima num país onde a xenofobia tem aumentado devido à ação de alguns partidos que espalham pelas cidades cartazes a apelar ao fim da imigração massiva.”

Paulo Pisco disse ainda que há um sentimento de abandono e revolta destes funcionários em relação ao Governo português.

O deputado do PS considerou que o Governo português estaria inclusivamente a desrespeitar acordos assinados com a Suíça, que determinam que os seus funcionários devam ter uma remuneração salarial que lhes permitisse viver condignamente naquele país.

A Lusa contactou várias vezes o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, tendo o porta-voz salientado que não vão ser feitos comentários acerca da greve.
Quem é e o que faz o Presidente da República?
Entretanto a Comunidade Portuguesa na Suíça com o Apoio do CCP, entre outros, está a organizar uma Grande Manifestação de Apoio aos Trabalhadores Consulares para a sua quarta semana de greve !

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Made in Portugal !!!

O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).

Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o ZÉ decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

Talvez esta mensagem devia ser enviada a todos os consumidores portugueses.

AGORA... MUITA ATENÇÃO!

Se cada português substituir 150 € de compras, por ano de produtos importados por produtos nacionais, a economia cresce acima de todas as estimativas 1.500 milhões de Euros, criando inúmeros postos de trabalho.

Ponham a circular. Pode ser que acorde alguém !

Aos falsos amigos por apreciarem tanto a m/ vida;
Aos invejosos, obrigado por cuidarem da minha vida, enquanto eu resolvo os meus problemas.

Aos que tentaram derrubar-me, obrigado por perderem o seu tempo e obrigado por terem me deixado mais forte.

Aos que traíram a minha amizade, obrigado por me ensinarem a ignorar quem não presta!
Dica Jardim das Ideias - Como espantar o gato do vizinho

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TRABALHADORES CONSULARES CONDENADOS AO LIMIAR DE POBREZA !!!

Trabalhadores consulares na Suíça abandonados e recomendados pelo Governo a viver no limiar de pobreza - Será que eles sabem que estes também têm de visitar doentes em fase terminal, morgues, prisões, acidentados, clínicas de psiquiatria e de cancerosos, etc. ??? - Não há dinheiro que pague o sofrimento desta actividade durante anos !!! - APENAS EXEMPLOS:
Portugais prêts à poursuivre la grève des passeports - 20 Minutes - 2011-09-14

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Deputado Paulo Pisco reuniu com funcionários em greve na Suíça - PCP quer reunião com Embaixador - Bloco de Esquerda questiona Governo - RTP: ''Professores de Português na Suíça juntam-se ao protesto dos funcionários consulares'' !!!

Deputado do PS quer que Governo resolva problemas dos funcionários consulares na Suíça
O deputado Paulo Pisco (PS) disse hoje que o Governo português deve resolver a situação dos funcionários consulares em greve na Suíça, já que está a provocar inúmeros prejuízos, não só financeiros, mas também para a imagem de Portugal. 
“O meu desejo é que o Governo tire a cabeça da areia, que olhe para esta situação e resolva o problema de todas estas pessoas”, disse o parlamentar, eleito pela Emigração pelo círculo da Europa.
Paulo Pisco acrescentou que ouviu muitos funcionários e percebeu que a situação está a provocar “gravíssimos danos de natureza material e de natureza psicológica”.
“Será crueldade demais, será indiferença demais o Governo não dar atenção a esta situação”, disse o deputado, que esteve na Suíça e reuniu-se com os cônsules de Genebra e Zurique, além de inúmeros funcionários.
Cinquenta e seis funcionários consulares na Suíça iniciaram no dia 29 de agosto uma greve por tempo indeterminado por falta de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros acerca da sua situação salarial.
A greve está a ser cumprida pelos trabalhadores da embaixada de Portugal em Berna, da missão junto da ONU em Genebra, os consulados naquela cidade e em Zurique, bem como os escritórios consulares em Sion e Lugano, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).
“Eu gostava que o ministro dos Negócios Estrangeiros (Paulo Portas) e o ministro das Finanças (Vítor Gaspar) viessem limpar as lágrimas dos funcionários, que eu vi quando começavam a falar da situação desesperada e de quando têm de dizer aos filhos que não tem dinheiro para lhes dar para as suas necessidades e até para ir à escola”, sublinhou o deputado do PS.
Paulo Pisco disse que há um sentimento, que neste momento “é de revolta perante a indiferença do Governo português, que não toma iniciativa de dar satisfação aos funcionários ou de tentar resolver a situação e era isso que o Governo devia fazer”.
“Portugal, inclusivamente, não está a respeitar acordos que existem (com a Suíça), que determinam que os seus funcionários devem ter uma remuneração salarial que lhes permitisse viver condignamente” naquele país, indicou.
“Os funcionários, inclusive os de topo, não estão a ter uma remuneração condigna porque já estão a receber abaixo do considerado o mínimo aceitável para a sobrevivência de um cidadão aqui na Suíça”, acrescentou.
O deputado disse que isso acontece também devido a “questões de natureza cambial, que estão a contribuir fortemente para a degradação da massa salarial”.
Paulo Pisco referiu que os portugueses residentes na Suíça estão impedidos de resolverem os seus problemas nos consulados devido à greve, o que é muito preocupante, e que as notícias divulgadas na imprensa suíça sobre esta situação de greve estão a prejudicar a imagem de Portugal naquele país.
Segundo o deputado, cerca de 200 mil portugueses estão a viver na Suíça.
A Lusa contactou várias vezes o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, tendo o porta-voz salientado que não vão ser feitos comentários acerca da greve. 13.09.2011 - 16:31 Por Lusa

PCP quer reunião com embaixador para discutir greve de funcionários consulares e situação de professores na Suíça

Lisboa, 13 set (Lusa) -- O Partido Comunista Português (PCP) pediu hoje uma reunião urgente com o embaixador português em Berna para discutir a falta de apoio aos portugueses devido à greve dos trabalhadores consulares e também a situação dos professores na Suíça.
Em comunicado, a representação PCP na Suíça declarou que "protesta pela falta de apoio consular aos portugueses residentes neste país, situação que se mantém desde o final do mês de agosto, como consequência da greve nos postos consulares e nas representações diplomáticas".
Os membros do partido solidarizaram-se com os motivos que levaram os trabalhadores consulares a entrar em greve, visto que "é impossível viver na Suíça com os baixos salários de que estão atualmente a usufruir".
"A situação provocada pelos problemas da desvalorização do euro em relação ao franco suíço, o corte de 10 por cento no salário base e a aplicação das elevadas taxas pela entidade fiscal portuguesa, colocou os salários de todos os funcionários no limite da miséria", refere a nota.
Segundo o documento, "o momento que se vive não só prejudica esta categoria de funcionários, como causa enormes transtornos, prejuízos financeiros e de outra ordem à comunidade portuguesa residente".
Os 56 funcionários sindicais iniciaram no dia 29 de agosto uma greve por tempo indeterminado por falta de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros acerca da sua situação salarial.
A greve está a ser cumprida pelos trabalhadores da embaixada de Portugal em Berna, da missão junto da ONU em Genebra, os consulados naquela cidade e em Zurique, bem como os escritórios consulares em Sion e Lugano, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).
A Lusa contactou várias vezes o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, tendo o porta-voz salientado que não vão ser feitos comentários acerca da greve.
"Com os mesmos problemas estão os professores do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) a lecionarem na Suíça, pondo em causa a continuidade dos cursos de língua portuguesa a mais de dez mil crianças", refere o comunicado.
O PCP sublinhou que, antes das últimas eleições, políticos do PSD e CDS/PP "foram incansáveis" em fazer denúncias, competindo agora "a estes partidos da coligação governamental a solução imediata do problema".
"Assim, o organismo local do PCP solicitou, com a máxima urgência, uma reunião com o embaixador de Portugal em Berna, com a finalidade de exigir a esta entidade uma clara intervenção junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa", lê-se o documento.
"Os funcionários do Estado português têm direito a um salário que lhes garanta um nível de vida digno na Suíça, e a comunidade tem o direito de ser assistida convenientemente. É preciso evitar o agravamento dos prejuízos", finalizou o partido.
O Bloco de Esquerda também hoje enviou um requerimento ao MNE a solicitar esclarecimentos !