quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Fado" de Carminho eleito um dos melhores discos do ano !!!

O álbum "Fado", o primeiro da cantora portuguesa Carminho, foi considerado pela revista britânica Songlines um dos dez melhores discos editados este ano.  http://www.songlines.co.uk
O disco de estreia de Carminho, que saiu em Portugal em 2009, foi agora editado no mercado britânico e já eleito um dos melhores de 2011, segundo uma lista divulgada hoje pela Songlines.
Segundo revela no seu site, Carminho é licenciada em Publicidade e Marketing, e foi apenas depois de uma viagem à volta do mundo durante um ano, na qual participou em várias ações humanitárias, que descobriu que a sua verdadeira vocação era ser fadista.
O álbum "Fado" reune, segundo Carminho, os fados que sempre cantou, o seu presente "a evolução que o meu fado tem sofrido ao longo dos anos" e o seu futuro, a ser guiado pela própria sensibilidade.
A fadista atuou na semana passada na feira Womex, em Copenhaga, e em junho em Londres no Songlines Encounters Festival.
A Songlines irá revelar na sua próxima edição, a 9 dezembro, as razões pelas quais o álbum de Carminho, bem como os outros nove chegaram ao top 10 de 2011.

VISITE FADO TV: http://www.fadotv.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tomás Alcaide, nascido há 110 anos,está como quase sempre acontece aos “grandes” em Portugal, muito esquecido !!!

O maior tenor português de todos os tempos
Nasceu em Estremoz em Fevereiro de 1901. Tomaz Alcaide.

Aparece pela primeira vez em público no São Carlos, em 1923, no "Rigoletto", substituindo à última hora um “Duque” que adoecera, e fê-lo de tal maneira, que de imediato partiu para Itália.

Estreou-se oficialmente no Teatro Carcano, em Milão, em 1925, representando o papel de Maestro Guglielmo na “ Mignon” de Thomas, permitindo-lhe assim “abrir as portas” do mercado italiano, o que na época significava do mercado europeu. Em 1926 cantou novamente o Duque do “Rigoletto” ainda em Itália, mas também o “Fausto” na Suiça. E nos anos seguintes, cantou em quase todas as grandes salas.

Em 1930 estreia-se no La Scala, e em 1931 no Festival de Salzburgo.

A sua gloriosa carreira continuou por toda a Europa até 1939.

Com a Guerra, Alcaide parte para a América do Sul, triunfando sempre no Colón de Buenos Aires e no Teatro Municipal de São Paulo.

Em 1949 regressa a Portugal com o estatuto que bem merecia, sendo-lhe confiada a direcção do Teatro da Trindade, que rivalizava com o São Carlos na qualidade da oferta lírica ao público de Lisboa.

Decidiu retirar-se dos palcos em 1952.

Tomaz Alcaide está, como quase sempre acontece aos “grandes” em Portugal, muito esquecido. Para além da estátua e de um centro cultural na sua terra natal, e de uma rua com o seu nome em Évora, pouco mais se fez em homenagem a este enorme cantor.

Lembram-se de algum outro cantor de ópera português que cante, hoje em dia, no Scala, em Salzburgo ou no Colón?

Pois…

O grande tenor morreu em 1967, em Lisboa.