quinta-feira, 31 de março de 2011

PR dissolve Assembleia da República e convoca eleições para 5 de Junho


Eleições em 5 de Junho! Estas são mesmo para se escolher bem !
Não queremos desculpas, queremos ter esperança!
Poupem-nos! Não queremos ouvir mais que a culpa de não haver PEC 4 é do PSD ou que a culpa de haver Scuts também é do PSD por ter viabilizado o PEC 3 e por aí fora…
E que ninguém mais se atreva a dizer que os políticos são todos iguais, porque não são e até um analfabeto político já percebeu quem tem especiais responsabilidades na quase bancarrota em que o país está. Aliás, basta ver quem é que governou nos últimos 16 anos, precisamente 13, período em que a dívida pública mais do que duplicou… e nos conduziu à quase falência.
Depois do Eurostat ter feito o INE passar pela vergonha de o obrigar a corrigir o défice de 7,3% para 8,6% nas contas do Estado de 2010, por mim, exigiria mesmo auditorias, sob pena de: 1º darmos mais um sinal ao exterior de que escondemos alguma coisa; 2º ser uma deslealdade aos portugueses ocultar-lhes toda a verdade!
Agora, exigimos que todos os partidos sejam claros nas medidas que propõem para sairmos da crise, a saber:
- quanto tempo vamos ter de apertar o cinto? E durante esse tempo haverá incentivos ao mérito no trabalho e na poupança? Quais?
- vamos mesmo pedir dinheiro ao Fundo Europeu e ao FMI ou vamos continuar a endividar-nos a juros usurários num mercado especulativo?
- vamos finalmente reduzir os Ministérios para 10, acabar com os governadores civis, reduzir em 1/3 as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia? Quando reduzimos para o mínimo indispensável a frota de ‘popós’ do Estado e outras mordomias? Quando acabamos com os institutos públicos e as Fundações públicas? E as empresas públicas e municipais que só dão prejuízos? E quando é que reduzimos os deputados para 151 (tantos quantos tem a Holanda)?
- E porque é que só os funcionários públicos e os pensionistas têm que sofrer cortes nos salários e nas pensões e os que auferem chorudos ordenados nas empresas privadas nada contribuem?
- porque não são dados incentivos fiscais às empresas que investem e criam empregos? E aquelas que se atrevem a distribuir dividendos em vez de investirem, porque não são mais tributadas?
- quais as medidas de emergência para acudir aos que já passam fome?
Estas são algumas das questões que gostaria de ver claramente respondidas por todos os partidos. Espero por medidas claras e corajosas, até para os portugueses preguiçosos, que não vão votar com a desculpa antidemocrática de que não vale a pena, não terem desculpa alguma. Por mim até seriam severamente multados todos quantos se abstivessem, a não ser que tivessem um motivo atendível (exº: doença ou ausência no estrangeiro). Sim, porque muitos portugueses abstencionistas são também culpados da situação a que chegámos.
Queremos ter esperança! Não nos desiludam! Viva Portugal!
In: http://comunidade.sol.pt/blogs/brutus/default.aspx

Crise política - António Barreto: Crise política é “golpe” de Sócrates para se vitimizar

“Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos”, afirmou Barreto (Adriano Miranda)
O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um “golpe” do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições, vitimizar-se e que isso aumenta as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados.
“Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos”, afirmou Barreto, que preside à Fundação Francisco Manuel dos Santos, em declarações à Lusa, à margem do lançamento do livro de Vítor Bento, “Economia, Moral e Política”.
António Barreto acrescentou ainda que o momento actual do país “corresponde à ideia do primeiro-ministro, de provocar uma crise na qual ele possa, eventualmente, passar por vítima”.
O Presidente da República ouve hoje o Conselho de Estado, numa reunião que tem como único ponto “pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República”, no quadro da crise política que se seguiu à demissão, há uma semana, do primeiro-ministro.
O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos acusou ainda José Sócrates de “caluniar” as entidades internacionais “a quem pede ajuda” e de “caluniar os credores” depois de pedir empréstimos.
“Esta duplicidade é um péssimo sinal para o exterior”, acrescentou António Barreto, referindo que, se Portugal tivesse pedido ajuda externa há mais de um ano, teria estado em melhores condições para o fazer, e em melhores condições para cumprir eventuais programas de reformas económicas.
Os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário para deter títulos de dívida soberana portuguesa a dois anos superaram hoje o preço da dívida a dez anos, pela primeira vez desde 2006.
A ‘yield’ (remuneração total) exigida no mercado para comprar dívida a dois anos atingiu os 8,17 por cento, acima dos 8,092 por cento cobrados pela dívida a 10 anos, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.
“Agora estamos em situação praticamente desesperada”, disse ainda o sociólogo, que insistiu na necessidade de realizar uma auditoria às contas públicas.
“Se não se realizarem auditorias, há dois problemas. O primeiro é que damos mais um sinal negativo ao exterior, isto é, que temos algo a esconder. Em segundo lugar, perante o eleitorado português, perante os cidadãos, é um factor de deslealdade inadmissível”, concluiu António Barreto. in "Público" 31.03.2011
Comentário de José Gomes Ferreira ao aumento do défice e ao corte do rating bancário pela Standard & Poors

Socialistas querem peritos orçamentais em silêncio até às eleições por Inês David Bastos e Margarida Peixoto no Jornal Económico

PSD repudiou ideia dos socialistas e PCP acusa o PS de querer “tapar a boca” à UTAO. O PS quer manter a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) - os oito especialistas em contas públicas que dão apoio aos deputados - em funções até que seja iniciada uma nova legislatura. Contudo, defende que o seu trabalho não deve ser público. A questão foi ontem discutida no Parlamento e foi explicada pelo deputado socialista Vítor Baptista, ao Diário Económico.
"Aprovámos a deliberação que defende que o conselho de administração da Assembleia da República deveria manter a UTAO em funções", explicou Vítor Baptista. "Mas não faz sentido a publicitação de relatórios", defendeu. Para o socialista, corria-se o risco de "transformar a UTAO no braço armado de um qualquer grupo parlamentar". Além disso, "se a Assembleia for dissolvida, a Comissão de Orçamento e Finanças deixa de existir, por isso não faz sentido haver relatórios", defende Vítor Baptista.

terça-feira, 29 de março de 2011

A CULPA ! - Por António Bagão Félix no Diário Económico

A culpa de não haver PEC 4 é do PSD e do CDS. A culpa de haver portagens nas Scuts é do PSD que viabilizou o PEC 3. A culpa do PEC 3 é do PEC 2. Que, por sua vez, tem culpa do PEC 1.
Chegados a este, a culpa é da situação internacional. E da Grécia e da Irlanda. E antes destas culpas todas, a culpa continua a ser dos Governos PSD/CDS. Aliás, nos últimos 16 anos, a culpa é apenas dos 3 anos de governação não socialista.
A culpa é do Presidente da República. A culpa é da Chanceler. A culpa é de Trichet. A culpa é da Madeira. A culpa é do FMI. A culpa é do euro.
A culpa é dos mercados. Excepto do "mercado" Magalhães. A culpa é do ‘rating'. A culpa é dos especuladores que nos emprestam dinheiro. A culpa até chegou a ser das receitas extraordinárias. À falta de outra culpa, a culpa é de os Orçamentos e PEC serem obrigatórios.
A culpa é da agricultura. A culpa é do nemátodo do pinho. A culpa é dos professores. A culpa é dos pais. A culpa é dos exames. A culpa é dos submarinos. A culpa é do TGV espanhol. A culpa é da conjuntura. A culpa é da estrutura.
A culpa é do computador que entupiu. A culpa é da ‘pen'. A culpa é do funcionário do Powerpoint. A culpa é do Director-Geral. A culpa é da errata, porque nunca há errata na culpa. A culpa é das estatísticas. Umas vezes, a culpa é do INE, outras do Eurostat, outras ainda do FMI. A culpa é de uma qualquer independente universidade. E, agora em versão pós Constâncio, a culpa também já é do Banco de Portugal. A culpa é dos jornalistas que fazem perguntas. A culpa é dos deputados que questionam. A culpa é das Comissões parlamentares que investigam. A culpa é dos que estudam os assuntos.
A culpa é do excesso de pensionistas. A culpa é dos desempregados. A culpa é dos doentes. A culpa é dos contribuintes. A culpa é dos pobres.
A culpa é das empresas, excepto as ungidas pelo regime. A culpa é da meteorologia. A culpa é do petróleo que sobe. A culpa é do petróleo que desce.
A culpa é da insensibilidade. Dos outros. A culpa é da arrogância. Dos outros. A culpa é da incompreensão. Dos outros. A culpa é da vertigem do poder. Dos outros. A culpa é da demagogia. Dos outros. A culpa é do pessimismo. Dos outros.
A culpa é do passado. A culpa é do futuro. A culpa é da verdade. A culpa é da realidade. A culpa é das notícias. A culpa é da esquerda. A culpa é da direita. A culpa é da rua. A culpa é do complexo de culpa. A culpa é da ética.
Há sempre "novas oportunidades" para as culpas (dos outros). Imagine-se, até que, há tempos, o atraso para assistir a uma ópera, foi culpa do PM de Cabo-Verde.
No fim, a culpa é dos eleitores, que não deram a maioria absoluta ao imaculado. A culpa é da democracia. A culpa é de Portugal. De todos. Só ele (e seus pajens) não têm culpa. Povo ingrato! Basta! Na passada quarta-feira, a culpa... já foi. António Bagão Félix, Economista - 28/03/11
Trecho da Intervenção do Dr. Marinho e Pinto por ocasião da Sessão Solene de Abertura do Ano Judicial 2011
A Crise segundo Albert Einstein
“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer as pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise se supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui a crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafíos, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la,e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."