segunda-feira, 28 de novembro de 2011

BERNA: Zibelemärit 2011, a onion festival that has little to do with onions - Festa das Cebolas 54 Toneladas este ano !!!

Berna vive a maior festa anual, típica da cidade, a Feira da Cebola ou “Zibelimärit” nesta segunda-feira
Toneladas e toneladas de tranças ou coroas de cebola, de objetos feitos de cebola e muita alegria para rememorar, segundo uma lenda, um acontecimento trágico, há 6 séculos.
Como ocorre em todas as quartas segundas-feiras de novembro, o centro da capital suíça fica irreconhecível: bancas de feira alinhadas oferecendo quase exclusivamente cebolas, as ruas apinhadas de gente, os jovens em rebuliço, armados de martelos de plástico que canta na cabeça de todos que passem por perto e guerras contínuas de confetes.
E não adiante fazer cara feia, porque tudo é de brincadeira. Nem os policiais escapam...

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado é Património Imaterial da Humanidade - Unesco kürt Fado zum Weltkulturerbe !!!

O Fado é, oficialmente, Património Imaterial da Humanidade.
A distinção foi formalizada este fim de semana, depois de decisão favorável da UNESCO.
Mariza e Carlos do Carmo foram os embaixadores desta campanha, cuja origem partiu do antigo Presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes. Aprovada pela autarquia em maio de 2010 e apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, em junho desse ano, a candidatura foi então formalizada junto da UNESCO.
A Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) considerou "exemplar" a candidatura de Portugal, atribuindo ao Fado, este fim de semana, o estatuto de Património Imaterial da Humanidade.

Segundo a Lusa, o Presidente da República já afirmou que esta distinção é "um motivo de orgulho para todos os portugueses: a partir deste momento, o fado é reconhecido como um Património de toda a Humanidade, um valor inestimável no presente e uma herança cultural importante para as gerações futuras", escreveu Cavaco Silva no site da Presidência da República.
Por seu turno, o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, destacou a "alegria" proporcionada por esta distinção, "numa altura em que Portugal necessita como nunca de notícias positivas". Francisco José Viegas acredita que as "atenções do mundo" se irão, agora, virar "para um dos emblemas da nossa cultura e do nosso talento". Ler mais: http://blitz.aeiou.pt/fado-e-patrimonio-imaterial-da-humanidade-videos=f77926#ixzz1eutfVtgb

sábado, 26 de novembro de 2011

FELIZ ANIVERSARIO AO EMBAIXADOR DE PORTUGAL JOSÉ LAMEIRAS QUE NÃO DISSE ADEUS AOS SEUS !!!

Pelo que consta ele irá festejar este dia de entrada na reforma (65) algures num meio muito intimo e  deixar ainda hoje a Suíça muito discretamente, sem se despedir dos seus colaboradores, com a imagem de apenas um "fadista", cuja a viola nunca se viu, mas onde aparentemente "conquistou" saber manejar e preservar um interior duma residência, restaurar um jardim, com o humilde apoio e até condecoração discreta de um dos Portugueses, na qual Duarte Pio de Bragança (Berna 15 de Maio de 1945) nasceu oito dias depois da rendição da Alemanha. Parabéns !
Os Amigos Rui, o Zé (Embaixador), Costa e Arminda.

No FB e Blog's vamos divulgar só as nossas músicas e produtos "5 60" - Aprendi !!! - "Romântico E Sonhador" !!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra as Mulheres !

Tendo em vista assinalar o Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra as Mulheres que se celebra hoje, 25 de Novembro, aqui se dá nota da declaração emitida por Mendes Bota, presidente da Comissão para a Igualdade da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa - Edimburgo, 25 de Novembro 2011.
“Devemos lutar contra qualquer forma de violência contra as Mulheres, mesmo quando não deixa traços visíveis”, afirmou Mendes Bota (Portugal, PPE(DC), Presidente da Comissão para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, que se encontra em Edimburgo a participar numa reunião da Comissão Permanente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, durante a qual será aprovado um relatório sobre a Violência Psicológica.
“O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres é uma recordatória de quão disseminada está a violência contra as mulheres por todo o mundo. A violência psicológica não deixa sinais exteriores, apesar de as suas cicatrizes durarem mais tempo. Trata-se de um crime particularmente insidioso e disruptivo, difícil de detectar – até pelas vítimas – e difícil de provar. Provoca um enorme desgaste e é, muitas vezes, o primeiro passo na escalada da violência. Não há uma única vítima de violência física numa relação íntima, que não tenha sido primeiro uma vítima de violência psicológica.

A Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica, aberta à assinatura em 11 de Maio de 2011, cobre todas as formas de violência, incluindo aquelas que não estão previstas em certos sistemas legais, tais como a violência psicológica. Providencia novas ferramentas para a erradicação deste flagelo. A Assembleia Parlamentar não poupa esforços para promover esta Convenção, e insta todos os Estados, no Conselho da Europa ou fora dele, a proceder à sua assinatura e ratificação o mais rapidamente possível. Quando a Convenção entrar em vigor, nascerá um melhor dia para milhões de vítimas de todas as formas de violência. “ http://www.mendesbota.com


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Melhor Empresária da Europa é portuguesa - "Die Beste Unternehmerin in Europa 2011" kommt aus der Algarve !!!

Die Unternehmerin Sandra Correia aus São Brás de Alportel ist als "Beste Unternehmerin in Europa 2011"ausgezeichnet worden. Die vom Europäischen Parlament und der Europäischen Kommission für Frauenrechte geschaffene Preis wurde Ihr am Montag in Frankreich übergeben.
Sandra Correia stammt aus einer alteingesessenen Fabrikantenfamilie, die seit 1935 in São Brás de Alportel ein Korkfabrik betreibt.
Sie leitet die Fima "Pelcor", die hochwertige Modeartikel aus Kork entwirft und herstellt. Taschen, Regenschirme und andere Luxusartikel werden u.a. im Museum of Modern Art in New York verkauft, auch Dubai und die Arabischen Emirate gehören zum Absatzgebiet der Firma aus São Brás de Alportel.
A portuguesa Sandra Correia, 40 anos, presidente executiva da empresa algarvia de cortiça Pelcor, venceu o Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, atribuído pelo Parlamento Europeu e Conselho Europeu das Mulheres Empresárias.
"Este prémio abre novas portas para a Pelcor e para a cortiça e é um caso de motivação e orgulho para Portugal", declarou a empresária algarvia, criadora da marca Pelcor e que aproveitou a fábrica de rolhas de cortiça do pai para se lançar no mundo da moda e do design.
A entrega do troféu a Sandra Correia foi realizada, segunda-feira, em França, por Alain Juppé, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, e por Elisabeth Morin Chartier, vice presidente da Comissão Europeia dos Direitos das Mulheres e Igualdade de Género.
A marca Pelcor, além de estar no mercado das rolhas de cortiça para os mais finos champanhes, licores e vinhos do mundo, distingue-se actualmente pelos produtos de design luxuosos concebidos a partir da casca de sobreiro, onde os chapéus de chuva de cortiça são o artigo mais original que oferecem.
A marca produz também bolsas de cosmética, relógios de pulso, aventais, malas a tiracolo, sacos de compras, bolsas para moedas, carteiras para homem e até já criou uma linha exclusiva composta por mala, malote, carteira e porta óculos para a cantora Madona, quando a artista esteve em Portugal em 2008.
Alguns desses objectos de 'design' feitos em cortiça estão à venda no Museu de Arte Moderna (MOMA) de Nova Iorque, um dos mais conceituados do mundo.
O negócio corticeiro da família Correia começou em 1935, no centro do Algarve, região considerada o berço da melhor cortiça do mundo.
A Pelcor tem tido um volume de negócios em ascensão, onde, por exemplo, em 2007 superou o meio milhão de euros em 2006, e está a apostar no mercado do Médio Oriente, designadamente Dubai ou Emirados Árabes. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2140684&page=-1
Candidature du Fado à patrimoine culturel non matériel de l’Humanité à l’UNESCO

terça-feira, 22 de novembro de 2011

International Award: ‘Laços de Sangue’ wins Emmy for Best Telenovela !!!

Luís Marques (diretor-geral da SIC), Guilherme Bokel (diretor de entretenimento internacional da Rede Globo), Joana Santos, Diana Chaves, Diogo Morgado, Patrícia Sequeira (diretora-geral do projeto) e Pedro Lopes (diretor de argumento)The International Academy of Television Arts &ciences distinguished “Laços de Sangue” (Blood Ties as it is known in English) as the best telenovela in its 2011 edition, which took place Monday in New York. The soap opera co-produced by Portuguese SIC television and Brazilian TV Globo tells the story of two sisters who are swept away by a river current and become rivals in the future, starring Diogo Morgado, Diana Chaves and Joana Santos.
This is the second time a Portuguese telenovela is distinguished by the Emmy Awards after ‘Meu Amor’, produced by TVI television and starring Rita Pereira, won the same award last year.
‘Laços de Sangue’ competed alongside Brazilian telenovela ‘Araguaia’ (Destiny River), the Argentinian ‘Contra las Cuerdas’ and the Filipino ‘Precious Hearts Romances Presents: Impostor’.
‘Laços de Sangue' vence Emmy em Nova Iorque
A novela Laços de Sangue, uma coprodução da SIC e da TV Globo, venceu esta segunda-feira, dia 22, o prémio Emmy na categoria Melhor Telenovela. Os protagonistas, Diana Chaves, Diogo Morgado e Joana Santos marcaram presença na cerimónia de entrega do galardão, que teve lugar no Hilton Hotel, em Nova Iorque.
Na mesma categoria estavam também nomeadas uma produção brasileira (Araguaia), outra argentina (Contra Las Cuerdas) e uma filipina (Impostor).
Já no ano passado este prémio veio para Portugal, tendo sido atribuído à telenovela Meu Amor, da TVI.
Os prémios Emmy são atribuídos pela Academia Internacional das Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos e a gala deste ano foi apresentada pelo ator Jason Prestley.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Esta noite numa conferência em Berna com o meu grande amigo e célebre compositor suíço Andreas Pflüger !!!

Numa conferência sob o lema "Isto não é música" ("Das ist keine Musik") o Prof. Dr. Andreas Pflüger, músico, autor e compositor, demonstrou pela palavra e exemplos músicais a estética pós-moderna deste mundo cultural. De referir que este amigo de longa data, nasceu em 1941 em Basileia, também fez um estágio na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa nos anos 1965 e 1966.  A sua brilhante biografia pode ser consultada nos portais seguintes da Internet:
http://www.candidaturadofado.com/fr/
Lisbonne veut inscrire le fado au patrimoine de l'Unesco
http://www.youtube.com/watch?gl=US&v=ZDi0BcUJbkk

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nova Iorque recebe «Embaixada» do Fado em Dezembro com cerca de 40 músicos e técnicos !!! - E a Suíça ?

Uma grande «embaixada» de fado, com cerca de 40 músicos e técnicos, desembarca em Nova Iorque em dezembro para um dos maiores eventos recentes de promoção do género musical, integrando Camané, Deolinda e o projeto Amália Hoje.
«Tudo Isto é Fado», apoiado pelo Turismo de Portugal, vai decorrer ao longo de dois dias na Brooklyn Academy of Music (BAM), a 2 e 3 de dezembro, cumprindo uma ideia antiga de Lian Calvo Serrano, uma produtora cultural norte-americana de origem cubana, agente de Daniela Mercury e dos Gift, e apaixonada pelo Fado e pela cultura portuguesa.

«Para mim é um feito. Tenho um grande amor por Portugal, e fico muito feliz por promover a cultura portuguesa neste tipo de ambiente», disse à Lusa Lian Serrano em Nova Iorque.

Para a produtora cultural, o evento «vai ter ecos», uma vez que o BAM é uma «instituição muito respeitada» e, tal como Nova Iorque tem um festival de flamenco, «Tudo Isto é Fado» pode ser a raiz de um evento bienal dedicado ao fado.

«A paisagem muda, não estão incluídos aqui muitos artistas que podíamos incluir. Espero que seja uma âncora para mais qualquer coisa, que possamos trazer artistas numa base bienal», adiantou.

No âmbito do Festival Next Wave 2011 do centro cultural de Brooklyn, a BAM Howard Gilman Opera House vai ouvir na sexta feira 2 de dezembro a estreia do fadista Camané, depois de uma «lição» de história do fado, dada em palco pelos Lisboa Soul, conjunto de músicos que se juntam pela primeira vez para o evento.
Com um «dedo» do fadista Helder Moutinho na escolha dos músicos, o agrupamento é dirigido por Ricardo Parreira e Yami e inclui históricos do fado como Beatriz da Conceição e Rodrigo, e também como uma geração mais nova, todos para mostrar a história e as influências árabes e afro-brasileiras do fado.

Depois do concerto, a música vai continuar no café do BAM, com uma atuação da fadista luso-americana Nathalie Pires.

O dia 3 é dedicado às novas vertentes com raiz no fado, com o regresso a Nova Iorque dos Deolinda e com a estreia norte-americana dos Amália Hoje, projeto de Nuno Gonçalves e Sónia Tavares (Gift), Paulo Praça (Plaza) e Fernando Ribeiro (Moonspell). Coincidindo com o concerto deste projeto, será lançado o álbum «Amália Hoje» nos Estados Unidos.

Depois do concerto, atuam no BAM Café Ricardo Parreira, Marco Oliveira, Manuel d´Oliveira, Micaela Vaz e Vânia Conde.

Para a tarde do dia 3 está também prevista uma conferência sobre a história do fado, com uma musicóloga da Universidade de Columbia, Lila Ellen Gray.

Os eventos deverão contar também com comida portuguesa preparada por um «chef» e o café do BAM deverá ser mesmo transformado numa «tasca» portuguesa.

Em preparação está ainda uma mostra paralela de filmes portugueses na cinemateca do BAM.

O delegado do Turismo de Portugal em Nova Iorque, Nuno Alves, espera que o evento sirva igualmente de comemoração «da escolha do fado como Património Imaterial da UNESCO», que deverá ser decidida na reunião de peritos da organização, que se realiza em Bali, na Indonésia, de 22 a 29 de novembro.

«Será uma verdadeira mostra da cultura portuguesa que possibilitará promover Portugal junto de um público culto e mais jovem, um dos segmentos mais importantes em termos de fluxos turísticos para Portugal e a Europa», disse à Lusa Nuno Alves.

sábado, 12 de novembro de 2011

REUNIÃO DA UNIA COM O STCDE E REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES DE TODOS OS POSTOS CONSULARES !!!

Decorreu hoje em Berna nas instalações do FIMM SUISSE (Forum pour l'intégration des Migrantes et des Migrants) http://www.fimm.ch um encontro dos trabalhadores consulares portugueses na Suíça a convite da sindical UNIA http://www.unia.ch que contou com a presença de um representante do STCDE http://www.stcde.pt para abordarem a situação  de miséria em que estes se encontram. Nasceu ali um grupo de trabalho que em breve irá reunir para estudar a situação.

COMO SÁ CARNEIRO POR UMA SOCIAL-DEMOCRACIA EM PORTUGAL EU APOIO E ACREDITO NESTE COLEGA !!! - Vinte anos depois, Timor ainda procura as vítimas de Santa Cruz !!!


Vinte anos depois, Timor ainda procura as vítimas de Santa Cruz
Ouvem-se sirenes e tiros, muitos tiros. Há gente baleada no chão, gente a correr. E reza-se em português, tão longe de Lisboa. Foi há 20 anos o massacre que pôs os olhos do mundo em Timor-Leste, mas o país ainda procura as vítimas que morreram naquele dia.
Ouvem-se sirenes e tiros, muitos tiros. Há gente baleada no chão, gente a correr. E reza-se em português, tão longe de Lisboa. Foi há 20 anos o massacre que pôs os olhos do mundo em Timor-Leste, mas o país ainda procura as vítimas que morreram naquele dia.
Neste sábado, em Díli, os sinos voltam a tocar em memória das mais de 200 pessoas que morreram no massacre de Santa Cruz e haverá uma marcha até ao cemitério. No Palácio do Governo será exibido o filme “Timor à procura”, do jornalista britânico Max Stahl. Foi ele quem filmou o que aconteceu no cemitério de Santa Cruz. E foi ele que continuou a filmar, até hoje, o nascimento do primeiro país do século XXI.
O seu novo filme mostra os passos dos médicos e antropólogos forenses da Argentina e da Austrália que têm procurado desvendar o que aconteceu às vítimas, e mostra também a entrega às famílias dos restos mortais das primeiras 12 pessoas identificadas. Mas no final mantém-se a pergunta: “Onde estão?”. Segundo o Comité 12 de Novembro, uma organização de apoio às vítimas, 74 pessoas foram identificadas como tendo morrido no massacre e outras 127 morreram pouco depois. Mas as famílias ainda não recuperaram os corpos dos que desapareceram.
Timor ainda está à procura, a câmara de Max Stahl continua ligada como naquele dia 12 de Novembro de 1991. O jornalista britânico é hoje um activista de passaporte diplomático no bolso, mudou-se para Timor-Leste, criou em Díli o Centro Audiovisual Max Stahl onde trabalham cerca de 30 pessoas para preservar cerca de 1300 horas de imagens sobre a resistência timorense e o nascimento do novo país. Porque aquele 12 de Novembro, diz, “nunca se poderá esquecer”.
Homenagem a Sebastião Gomes
Sabia-se que as autoridades indonésias, que tinham invadido o país em 1975, iriam reagir, só não se sabia como. Naquela manhã, mais de 2200 juntaram-se em Díli para prestar homenagem a Sebastião Gomes, assassinado a 28 de Outubro pelas tropas indonésias na igreja de Motael, onde se tinha escondido um grupo de independentistas. Para essa altura estava prevista a visita a Timor-Leste de uma delegação de deputados portugueses e a ocasião seria aproveitada pela resistência timorense liderada por Xanana Gusmão. A viagem acabou por ser cancelada, mas a manifestação em memória de Sebastião Gomes saiu para a rua.
O protesto começou pelas 6h, com uma missa na igreja de Motael. Pela primeira vez, um grupo de jovens ousou pintar cartazes e ensaiar palavras de ordem. “Viva Xanana”, “Viva a resistência, “Não à integração”. Pouco depois começaram os primeiros confrontos com militares indonésios, quando os manifestantes passaram junto ao Palácio do Governo, até que, pelas 8h, o cemitério já estava rodeado por militares. Os manifestantes começam a rezar um terço junto à campa de Sebastião Gomes e ouvem-se os primeiros tiros.
Nessa altura Max Stahl já estava no cemitério. Tinha chegado a Timor em Setembro, fingiu ser turista para entrar no território e fazer um filme sobre a resistência para a Yorkshire Television, que pertencia à cadeia independente de televisão britânica ITV. Mas nem ele poderia imaginar que o seu filme iria correr mundo e ajudar a pôr fim ao longo silêncio sobre a repressão em Timor.
A entrevista a Xanana
Stahl estava em Baucau com membros da resistência quando lhe foi entregue uma mensagem a pedir que se deslocasse a Díli, recorda agora ao PÚBLICO, vinte anos depois. Pensava que iria finalmente entrevistar Xanana Gusmão, há várias semanas que tentava fazê-lo. “Estava com os guerrilheiros das Falintil [as Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste], a 8 de Novembro, e disseram-me que Xanana Gusmão tinha enviado uma mensagem para me deslocar a Díli. Pensei que fosse para uma entrevista com ele, que era muito difícil de conseguir. Já tínhamos cancelado várias vezes.”
Partiu a pé, durante a noite, caminhou durante quatro ou cinco horas quando foi travado pela polícia. Pensou que o facto de ser cidadão britânico o iria proteger, mas acabou por ser interrogado e passar a noite no posto de polícia, até que o deixaram partir. “Consegui convencê-los de que tinha estado numa vila, a visitar uma igreja, e depois tinha perdido o autocarro”.Continuou então o seu caminho para Díli, e só aí é que lhe disseram que iria haver uma manifestação. Max Stahl decidiu filmar. “Era um momento interessante.”
Ficou a dormir numa casa secreta de um dos organizadores da manifestação, “todos sabiam que iria haver uma reacção por parte dos indonésios”. Talvez não fosse um massacre, diz Max Stahl, “mas uma reacção violenta era garantida”. A última manifestação, de pequena dimensão, tinha sido durante a visita do Papa João Paulo II a Timor-Leste, em 1989.
Escondido em Díli, Xanana Gusmão também se tinha preparado para a visita dos deputados portugueses que as autoridades indonésias acabaram por inviabilizar, alegadamente por discordarem da integração na delegação da jornalista australiana Jill Jolliffe, considerada próxima da resistência.
“Os timorenses acreditavam que a visita e o novo nível de envolvimento internacional eram um prelúdio para um referendo que sabiam que venceriam”, sublinha Sara Niner, investigadora e professora na Monash University, na Austrália, em Xanana, uma biografia política, que acaba de publicar.
Aquela visita dos parlamentares portugueses seria a primeira após a invasão da Indonésia, a 7 de Dezembro de 1975, mas a delegação, cuja chegada estava prevista para 4 de Novembro, nunca aterrou em Timor.
Xanana Gusmão tinha-se preparado e esperava encontrar-se pessoalmente com os deputados. “Cortou o cabelo, aparou a barba e ensaiou um discurso para o que pensava ser a sua primeira aparição pública”, diz Niner.
Escrevia do esconderijo em Díli mensagens que terminava com “Das montanhas de Timor-Leste”. O cancelamento da visita foi uma desilusão, mas o líder da resistência acabou por aprovar a realização da manifestação de 12 de Novembro, durante a visita do relator especial da ONU para a tortura, Pieter Koojimans.
As faixas já estavam preparadas. Seriam mostradas bandeiras da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin) e da União Democrática Timorense (UDT), os dois partidos que integravam a resistência ao regime indonésio, em sinal de unidade. Mas os riscos eram elevados e Xanana deixou um alerta a Constâncio Pinto, um dos organizadores da manifestação, que é hoje embaixador de Timor-Leste em Washington. “Tenham cuidado.”
Uma longa caminhada para cemitério

Os manifestantes saíram cedo da igreja e durante a sua caminhada passaram por vários edifícios do Governo, da polícia ou do exército, com bandeiras de apoio à resistência, recorda Max Stahl, que os acompanhava de mota para chegar antes deles ao cemitério de Santa Cruz. “Para os indonésios, foi uma provocação. Todos ficaram à espera de uma reacção, de perseguições ou até da morte.”
A reacção não se fez esperar. “As pessoas estavam junto ao túmulo de Sebastião Gomes quando uma jovem pegou num megafone e pediu para deporem as bandeiras e rezar. Daí a poucos segundo começaram a disparar do lado de fora do cemitério. Dispararam espingardas automáticas, eram muitos.
Esvaziaram carregadores a menos de dez metros dos manifestantes, quase os podiam tocar”.
A casa onde Xanana Gusmão estava escondido não era longe do cemitério de Santa Cruz, por isso o líder da resistência pôde ouvir os disparos. “Oh, meu Deus, eles estão a matar o meu povo. Como é que isto pôde acontecer? Porque é que uma manifestação pacífica foi esmagada com tamanha brutalidade?”, perguntou.
Já dentro do cemitério o massacre continuou, com os militares indonésios a assassinarem manifestantes com baionetas e facas, conta Max Stahl. Não havia maneira de fugir. O operador de câmara tentou proteger-se junto de um túmulo e muitos se aproximaram dele por ser estrangeiro. “Nem tentei fugir, estava a fazer o filme.” Mesmo que tentasse fugir não teria sido fácil, o cemitério tinha sido cercado, em redor de Max Stahl “estavam jovens, quase crianças, ensanguentados, a morrer e a rezar”. Estava a meio do cemitério, a alguns metros da porta, tinha de decidir depressa o que fazer às cassetes e foi então que resolveu enterrá-las, junto a uma campa, envoltas numa bolsa de plástico. Só ficou uma cassete dentro da câmara que acabou por ser destruída pela polícia.
As informações sobre o massacre chegaram depressa à rede clandestina e ao actual Presidente timorense, Ramos-Horta, que nessa tarde informou a ONU, adianta Sara Niner. “Todos em Díli conheciam alguém que estava desaparecido. Nessa noite as casas das pessoas encheram-se de velas acesas e familiares a rezar.”
Max Stahl ainda teve esperança de que a nacionalidade britânica o livrasse de um interrogatório, mas não. Foi ouvido pela polícia durante dez horas e era já madrugada quando voltou ao cemitério para tentar recuperar as cassetes. Conseguiu. Entregou uma parte à jornalista holandesa Saskia Kouwenberg e outra a um padre português que morava no Japão mas estava de visita a Timor e de cujo nome já não se recorda.
Poucos dias depois, as imagens do massacre seriam transmitidas por estações de televisão de todo o mundo e causaram uma forte indignação em Portugal, faltavam ainda quase nove anos para que os timorenses pudessem votar em referendo e escolher a independência, em Agosto de 1999.
De Díli Max Stahl partiu para Banguecoque, de onde enviou novas imagens para a Yorkshire Television. Voltaria a Timor em 1993, com um passaporte falso arranjado por membros da resistência, desta vez para entrevistar Konis Santana, que sucedeu a Xanana Gusmão depois de este ter sido detido, em 1992. E regressaria definitivamente em 2003, para viver em Timor, onde casou com uma pediatra australiana e teve dois filhos – Leo, de cinco anos, que tem como padrinho o Nobel da Paz e actual Presidente de Timor, José Ramos-Horta, e Malin, de dois anos. “Timor é um país fantástico para uma criança. Tem as praias, as montanhas, o bom tempo todo o ano. É uma forma bonita de crescer.”
A procura continua
Dez anos após a independência, Timor-Leste é também um país onde não falta o que fazer. “Há muitos desafios a nível das instituições, na saúde, na educação”, diz Max Stahl. “As instituições ainda são fracas e falta profissionalismo, o que é um problema sério”. O desemprego ultrapassa os 20% e afecta sobretudo os jovens, mais de 40 por cento da população vive na pobreza. “São precisos recursos humanos relevantes para o futuro do país, é preciso resolver as contradições políticas e técnicas e há sempre a possibilidade de instabilidade e violência.”
Nada disso impediu Stahl de criar o seu centro audiovisual e ficar em Timor. Daquele dia 12 de Novembro recorda quase todos os instantes. “Na altura quase ninguém acreditava na independência. A vitória dos timorenses é uma prova de que nada é impossível na vida política.”
As imagens do massacre levaram à criação de grupos de solidariedade em vários países, de Portugal à Austrália, da Alemanha à Malásia ou ao Brasil. O massacre “foi um momento muito importante para toda a luta, não terminou com a ocupação mas deu um empurrão para apressar e resolver o problema de Timor-Leste, disse esta semana aos jornalistas Gregório Saldanha, o coordenador do Comité 12 de Novembro.
Saldanha tinha 28 anos na altura do massacre, ficou ferido, foi detido e condenado a prisão perpétua, tendo sido libertado em 1999. Agora a sua prioridade é encontrar os restos mortais das vítimas, espalhadas em valas comuns fora de Díli, em locais que só os militares indonésios conhecem. É uma questão de justiça, disse à agência Lusa. “E justiça significa que a população tem o direito de saber onde estão os seus filhos, os seus pais, os seus maridos.”Só em Abril de 2009 é que foram exumados 16 corpos no cemitério de Hera, a leste de Díli, por uma equipa do Instituto de Medicina Forense de Victoria, na Austrália, e de um instituto de antropologia forense de Buenos Aires, na Argentina. A descoberta foi possível devido à colaboração de uma pessoa que terá estado envolvida no enterro das vítimas após o massacre. “É um número muito pequeno”, considerou Gregório Saldanha. “Mas já é um grande alívio.”

sábado, 5 de novembro de 2011

HOJE NO JORNAL "DER BUND" EM BERNA: Portugal deixa seu pessoal morrer na Miséria! Portugal lässt seine Leute darben !!!

António Dias da Costa (links) und Marco Martins vor der portugiesischen Botschaft im Berner Egghölzliquartier. Bild: Valérie Chételat (Archiv)
Die portugiesischen Botschaftsangestellten haben ihren Streik beendet – ohne Erfolg. Anstatt die Währungsverluste auszugleichen, hat Lissabon ihnen einen ganzen Monatslohn gestrichen. Von Adrian M. Moser
Bald ist das Konto leer. «Wenn das so weitergeht, kommt der Moment, wo wir uns entscheiden müssen, ob wir Ende Monat die Miete bezahlen oder uns weiterhin ernähren wollen», sagt António Dias da Costa. Der 55-Jährige ist einer von rund 60 Angestellten der portugiesischen Botschaft in Bern und der Konsulate in weiteren Schweizer Städten. Sie alle bekommen ihren Lohn in Euro ausbezahlt und mussten deshalb schwere Lohneinbussen hinnehmen, seit der Euro zum Sinkflug angesetzt hat. Hinzu kommt, dass Portugal wegen der angeschlagenen Staatsfinanzen die Löhne all seiner Beamten zu Beginn dieses Jahres um zehn Prozent gekürzt hat.
Zur Erinnerung: Ende August traten die Botschaftsangestellten in den Streik, um auf ihre Situation aufmerksam zu machen. Die Forderung: Portugal soll seinen Botschaftsangestellten die Währungsverluste ausgleichen. In einem Brief wandten sie sich an Bundespräsidentin Micheline Calmy-Rey und baten sie um Hilfe. Das Eidgenössische Departement für Auswärtige Angelegenheiten (EDA) liess daraufhin ausrichten, es handle sich hierbei um eininnenpolitisches Problem Portugals – die Schweiz könne in dieser Sache nichts ausrichten. Am 29. September demonstrierten rund 30 Portugiesen auf dem Bundesplatz – ohne Erfolg. Seit Anfang Oktober gehen sie wieder zur Arbeit.
Oktoberlohn gestrichen
Was bleibt, ist das Problem. Oder genauer: Es wurde noch schlimmer. Denn das portugiesische Aussenministerium weigerte sich nicht nur, die Streikenden anzuhören, sondern strich ihnen als Strafe für den Streik auch gleich noch den gesamten Oktoberlohn. «Seit Monaten müssen wir von unserem Ersparten zehren», sagt Costa. Viele hätten kein Geld mehr und einige hätten bereits teure Kredite aufnehmen müssen, um ihre Rechnungen noch bezahlen zu können. Als besonders heftiges Beispiel nennt Costa eine Kollegin vom Generalkonsulat in Genf: «Sie ist alleinerziehend, hat zwei Kinder, bezahlt 2000 Franken für ihre 3,5-Zimmer-Wohnung – und das bei einem Lohn von 2700 Franken pro Monat.» Sie komme nur über die Runden, weil ihr Freunde aushülfen, sagt er. Der Lohn der meisten der Botschaftsmitarbeitenden ist mit dem Fall des Euros von über 4000 auf weit unter 3000 Franken gesunken – netto, das heisst nach Abzug der Steuern.
Während das Aussenministerium auf Tauchstation ging, machte Botschafter José Lameiras gegenüber den Angestellten seine Haltung deutlich. Lameiras sei mit dem Streik nicht einverstanden gewesen, sagt Marco Martins, ein weiterer Botschaftsangestellter. Er habe den Mitarbeitern gar gedroht, sie wegen des Streiks zu entlassen. «Das ist psychologischer Terrorismus», sagt Martins.
Kein Arbeitslosengeld
Erst als der Streik beendet war, erbarmte sich Lissabon und entsandte José Cesário, den Staatssekretär des Aussenministeriums, nach Bern. «Er erklärte uns, wir könnten streiken, solange wir wollen», sagt Costa. «Es werde sich nichts ändern.» Zwar habe er sich für die Situation entschuldigt und gesagt, «er brauche uns». Aber er habe auch gesagt: «Wer nicht zufrieden ist, kann gehen.»
Bleibt die Lohnsituation, wie sie ist, sehen Costa wie auch Martins dazu keine Alternative. Aber genau hier liegt das Problem: Portugiesische Staatsbeamte seien auf Lebzeit angestellt, sagt Costa. Das bedeutet: Kündigt ihnen der Staat, haben sie Anspruch auf eine Entschädigung in der Höhe von einem Monatslohn pro Dienstjahr. Kündigen sie aber selber, steht ihnen nicht einmal Arbeitslosengeld zu. «Lissabon legt es darauf an, dass wir kündigen», sagt Costa. «Das käme dem Aussenministerium gerade recht», ist er überzeugt, denn Portugal wolle sowieso Vertretungen schliessen. «Für die Entschädigung aber haben sie kein Geld.»
Die Botschaftsangestellten, die im Übrigen, anders als der Botschafter, keine Diplomaten sind, fallen zwischen Stuhl und Bank. Sie haben ihren Wohnsitz nach wie vor in Portugal und zahlen auch dort ihre Steuern. Hängen sie den Job in der Botschaft an den Nagel und kehren in ihre Heimat zurück, bleibt ihnen nur die Sozialhilfe, wenn sie keine neue Stelle finden. Und davon gehen Costa und Martins angesichts der Situation auf dem Arbeitsmarkt aus. In der Schweiz sind sie lediglich als Botschaftsmitarbeitende akkreditiert. Sie verfügen nicht über eine Aufenthaltsbewilligung, die ihnen ermöglichen würde, eine andere Stelle anzunehmen.
«Wir wollen nicht weg»
Trotz der Unwegsamkeiten wollen es Costa und Martins zuerst in der Schweiz versuchen, sollte sich ihre Lohnsituation nicht verbessern. «Ich habe meine beiden Kinder und meine Frau hier in der Schweiz», sagt der 34-jährige Martins. «Wir wollen nicht weg.»
Heute in einer Woche werden sich die Portugiesen mit Vertretern der Unia treffen, um das weitere Vorgehen zu besprechen. Die Möglichkeiten scheinen aber weitgehend ausgeschöpft. In Portugal haben die Botschaftsangestellten gegen ihren Arbeitgeber geklagt, weil dieser eigentlich verpflichtet wäre, «seine Angestellten in der Schweiz gemäss den üblichen örtlichen Entlöhnungsbedingungen zu behandeln». Viel erhoffen sie sich davon nicht. «Das kann Jahre dauern», sagt Martins. http://www.derbund.ch/bern/Portugal-laesst-seine-Leute-darben/story/16391325
Se alguém se sente incomodado com a tua presença, é porque conhece o teu brilho, sabe da tua força, inveja o teu carácter e teme que os outros vejam o quanto tu és melhor e o quanto a tua alma é evoluída... Não é a aparência... é a essência..! Não é o dinheiro... é a educação..! Não é a roupa... é a atitude..! A ignorância gera inveja e o que não falta por aí são ignorantes... ;)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

FALECEU O MEU PADRINHO HANS BISCHOFF !

Hans Bischoff, amigo de Portugal, arquitecto suíço e meu padrinho de casamento, faleceu há uma semana aos 79 anos de idade e hoje foi o seu funeral. Um homem que sempre defendeu o seu país sem no entanto deixar de ter uma amizade pura e amiga para comigo e a minha mulher. Quantos e quantos primeiros de Agosto, Dia Nacional da Suíça, festejamos em sua casa, éra já tradição, e sempre também presentes as bandeiras de Portugal e do Uganda. Os grelhados éra também ele que sempre preparava e fazia. Que falta vamos sentir de tão bom amigo !!! - As suas duas filhas garantiram-nos hoje continuar a tradição. A Suíça também é isto - AMIZADE FRATERNAL !

Um HOMEM chamado Francisco Sá Carneiro - QUE QUERIA ACABAR COM OS POBRES !!!


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Fado" de Carminho eleito um dos melhores discos do ano !!!

O álbum "Fado", o primeiro da cantora portuguesa Carminho, foi considerado pela revista britânica Songlines um dos dez melhores discos editados este ano.  http://www.songlines.co.uk
O disco de estreia de Carminho, que saiu em Portugal em 2009, foi agora editado no mercado britânico e já eleito um dos melhores de 2011, segundo uma lista divulgada hoje pela Songlines.
Segundo revela no seu site, Carminho é licenciada em Publicidade e Marketing, e foi apenas depois de uma viagem à volta do mundo durante um ano, na qual participou em várias ações humanitárias, que descobriu que a sua verdadeira vocação era ser fadista.
O álbum "Fado" reune, segundo Carminho, os fados que sempre cantou, o seu presente "a evolução que o meu fado tem sofrido ao longo dos anos" e o seu futuro, a ser guiado pela própria sensibilidade.
A fadista atuou na semana passada na feira Womex, em Copenhaga, e em junho em Londres no Songlines Encounters Festival.
A Songlines irá revelar na sua próxima edição, a 9 dezembro, as razões pelas quais o álbum de Carminho, bem como os outros nove chegaram ao top 10 de 2011.

VISITE FADO TV: http://www.fadotv.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tomás Alcaide, nascido há 110 anos,está como quase sempre acontece aos “grandes” em Portugal, muito esquecido !!!

O maior tenor português de todos os tempos
Nasceu em Estremoz em Fevereiro de 1901. Tomaz Alcaide.

Aparece pela primeira vez em público no São Carlos, em 1923, no "Rigoletto", substituindo à última hora um “Duque” que adoecera, e fê-lo de tal maneira, que de imediato partiu para Itália.

Estreou-se oficialmente no Teatro Carcano, em Milão, em 1925, representando o papel de Maestro Guglielmo na “ Mignon” de Thomas, permitindo-lhe assim “abrir as portas” do mercado italiano, o que na época significava do mercado europeu. Em 1926 cantou novamente o Duque do “Rigoletto” ainda em Itália, mas também o “Fausto” na Suiça. E nos anos seguintes, cantou em quase todas as grandes salas.

Em 1930 estreia-se no La Scala, e em 1931 no Festival de Salzburgo.

A sua gloriosa carreira continuou por toda a Europa até 1939.

Com a Guerra, Alcaide parte para a América do Sul, triunfando sempre no Colón de Buenos Aires e no Teatro Municipal de São Paulo.

Em 1949 regressa a Portugal com o estatuto que bem merecia, sendo-lhe confiada a direcção do Teatro da Trindade, que rivalizava com o São Carlos na qualidade da oferta lírica ao público de Lisboa.

Decidiu retirar-se dos palcos em 1952.

Tomaz Alcaide está, como quase sempre acontece aos “grandes” em Portugal, muito esquecido. Para além da estátua e de um centro cultural na sua terra natal, e de uma rua com o seu nome em Évora, pouco mais se fez em homenagem a este enorme cantor.

Lembram-se de algum outro cantor de ópera português que cante, hoje em dia, no Scala, em Salzburgo ou no Colón?

Pois…

O grande tenor morreu em 1967, em Lisboa.