terça-feira, 30 de março de 2010

Do norte de Portugal para os Alpes suíços

Daniel Rufino, presidente do Clube Português da Engadina (swissinfo)
Depois dos alemães, os portugueses formam o segundo maior grupo de imigrantes no cantão (estado) dos Grisões, no leste da Suíça, na fronteira com a Áustria e a Itália.
Eles vêm principalmente do norte de Portugal para trabalhar e ganhar dinheiro e sonham em retornar à pátria. Nem sempre isso é bom para a sua integração no país alpino.
Vinte e três por cento ou 30,9 mil dos 190 mil habitantes dos Grisões, maior estado suíço em extensão, são estrangeiros. Os maiores grupos são os alemães (7524), portugueses (7141) e italianos (5600).
Para se ter uma ideia da forte presença de portugueses no cantão com a menor densidade demográfica da Suíça basta ir à região da Engadina, um dos mais altos vales povoados da Europa, com mais de 80 quilômetros de comprimento.
Em Sankt Moritz, conhecida como "berço do turismo alpino", bem como nas vizinhas Pontresina e Samedan, dificilmente se encontrará um hotel ou restaurante que não tenha funcionários do país de Camões. Também a construção civil emprega muitos portugueses.
Um deles é Carlos Pinheiro, que emigrou em 1990 da região do Porto, trabalhou sete anos na hotelaria e agora é operador de máquinas em Saint Moritz. Ele diz que gosta do que faz e de como os suíços gerenciam suas empresas. "Pagam sempre em dia."
Pinheiro, que ainda tem uma "casinha" em Portugal, não esconde o que muitos portugueses sentem na Suíça: saudades da pátria. "Gostaria mais de estar no meu Portugal, se lá me dessem as possibilidades que me dão aqui."
"Quase um gueto"
Mais de 200 mil portugueses vivem na Suíça. Segundo o presidente do Clube Português da Engadina, Daniel Rufino, os primeiros deles chegaram à região há 35, 40 anos, através dos escritórios de apoio ao migrante.
"Depois, um foi trazendo o outro. Uma das razões é que no interior de Portugal, principalmente no Norte, faltam oportunidades de emprego", diz Rufino, chefe dos camareiros no Hotel Restaurante Häuser, em Sankt Moritz.
A gerente do Hotel Sonne St. Moritz, Maja Bonetti, explica que, "como os primeiros imigrantes da região foram italianos e os portugueses aprendem com relativa facilidade o italiano, eles acharam que teriam possibilidade de achar emprego aqui". No trabalho e até no lazer, é comum ouvir portugueses falando italiano com outros imigrantes ou suíços.
Segundo Bonetti, eles começaram a chegar aos poucos. "Depois trouxeram as famílias e os parentes e já estão na terceira geração na Engadina. Agora, como a comunidade é tão grande, tem lojas, clubes e outras coisas, se formou quase um gueto. Se você quiser fazer compras é mais provável que possa falar português do que outra língua."
O português é o terceiro idioma mais falado em Saint Moritz (7%) e Pontresina (9%), depois do alemão e do italiano e à frente do quarto idioma nacional suíço, o reto romano.
A suíça Maja Bonetti fala português brasileiro (ouça o podecast na coluna à direita) com a maioria de seus funcionários - quase 80% deles vêm de Portugal. "Muitos já trabalham há mais de dez anos na nossa empresa. Estou muito satisfeita com eles; são confiáveis, limpos e trabalham muito", diz.
"A língua é um obstáculo"
Segundo Daniel Rufino, quando se fala de integração dos portugueses, "nós temos uma maneira diferente de ser, o que, de certa forma, nos ajuda a nos integrar nos ambientes em que nos inserimos, mas há uma barreira que nos é imposta e que é difícil de ultrapassar", afirma.
"A língua é um obstáculo. E as pessoas aqui são um bocado frias, o que não é regra geral", acrescenta Rufino. A língua é o grande problema especialmente quando os filhos dos imigrantes frequentam a escola e os pais não conseguem ajudá-los nas tarefas de casa, diz Bonetti.
Na opinião de Rufino, a superação deste obstáculo depende em primeiro lugar dos imigrantes. "Somos nós que estamos num país que não é nosso. Somos nós que temos de procurar vias para podermos nos integrar. Essa é uma responsabilidade também dos clubes e das associações."
Na região da Engadina, além de várias lojas de produtos típicos, existem três organizações portuguesas: o Futebol Clube Lusitanos de Samedan, a Associação de Pais e o Clube Português da Engadina. Elas não se restringem a atividades destinadas exclusivamente aos portugueses.
Delfim Faustino do Carmo, presidente do FC Lusitanos (swissinfo)
"As crianças são um elo de ligação"
"Penso que o desporto é uma via muito forte para a integração", diz Rufino, referindo-se ao FC Lusitanos. Ele considera igualmente importante a Associação de Pais porque "as crianças são um elo de ligação" entre imigrantes e suíços. E o Clube Português, por exemplo, tem um coral que canta também em celebrações em alemão e italiano.
Com 450 sócios e mais de uma dezena de equipes de futebol nas diferentes faixa etárias, o FC Lusitanos é o maior clube português da Engadina. O time principal disputou a terceira liga suíça no ano passado e agora está na quarta divisão.
Segundo Delfim Faustino do Carmo, presidente do clube desde 1990, pelo menos no futebol, os portugueses podem medir forças de igual para igual com os suíços. Segundo ele, um exemplo de como o futebol pode integrar é a equipe feminina do FC Lusitanos, cuja base é formada por meninas suíças.
Mais do que o esporte, porém, o domínio do idioma é a chave para a integração, diz Maximino (Max) Almeida, que veio em 1984 de Torouca (região do Douro) e há 15 anos trabalha numa loja de artigos esportivos em Pontresina.
"É muito importante dominar várias línguas para poder trabalhar aqui", afirma. Além do português, ele fala perfeitamente o alemão e se comunica também em italiano, francês, inglês e espanhol. "Como família, estamos bem integrados aqui", diz.
Mesmo assim, Max pensa em voltar para Portugal quando estiver aposentado e os filhos tiveram condições de decidir por si mesmos o próprio destino. "Penso que esta é a vontade de muitos portugueses."
Cursos de alemão para estrangeiros
Segundo Almeida, "há um enorme esforço político do governo suíço para ajudar as nossas crianças na escola". Isso é visível em Saint Moritz, onde 30% dos alunos da Escola Municipal Grevas são filhos de estrangeiros – 17% portugueses, diparado o maior grupo de imigrantes.
Desde o jardim de infância, a escola oferece aulas extras de "alemão como língua estrangeira" aos filhos de imigrantes. No momento, está sendo preparado também um curso de alemão para pais portugueses. Algumas empresas, como o Hotel Sonne, fazem o mesmo.
O diretor Reto Matossi explica que as crianças não recebem apoio suficiente nas tarefas de casa porque, em muitos casos, ambos os pais imigrantes precisam trabalhar para garantir o sustento da família. "Mas o tempo que os pais passam com as crianças, mesmo que seja lendo textos em alemão que eles não entendam, é decisivo para a integração."
Matossi diz que não há diferença de desempenho escolar entre as crianças suíças e os filhos de imigrantes quando estes dominam o alemão. "Os secondos já tem mais facilidade com a língua. E a terceira geração já vai falar perfeitamente o alemão", prevê.
"Integrar o máximo possível"
A realidade na Engadina reflete um dilema dos portugueses que já se encontram há décadas na Suíça: encontrar um equilíbrio entre a carga de trabalho, a dedicação aos filhos, a preservação de suas tradições e o esforço de integração à sociedade suíça, como explica Daniel Rufino.
"Mesmo estando a trabalhar 20 ou 30 anos na Suíça, temos de sentir o espírito português dentro de nós. Mas é importante que vejamos também que é uma mais valia podermos viver aqui. É o país que nos acolheu, nos dá a possibilidade de trabalhar e ganhar mais dinheiro, que é a razão pela qual aqui estamos", diz.
E Max Almeida faz um apelo aos seus conterrâneos. "Que se empenhem para se integrar o máximo possível. Os suíços precisam de nós para trabalhar e nós precisamos deles para seguir a nossa vida aqui" (ouça os podecasts na coluna à direita). Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch, Engadina
Links: FC Lusitanos de Samedan http://www.fc-lusitanos-samedan.ch/ Portal das Comunidades Portuguesas http://www.pt-comunidades.com/
Estrangeiros na Suíça
Os principais países de origem de estrangeiros na Suíça no final de dezembro de 2009:
Itália: 289.111
Alemanha: 250.471
Portugal: 205.255
Sérvia: 148.903
França: 90.551
Turquia: 71.039
Espanha: 64.113
Macedônia: 59.810
Áustria: 36.488
Bósnia-Herzegowina: 35.775
Outros: 428.681
Total: 1.680.197
Fonte: Departamento Federal de Estatísticas
ATÉ 19 DE ABRIL ESTE BLOGUE ESTARÁ MAIS LENTO DEVIDO A FÉRIAS "IN PORTUGAL" !

sábado, 27 de março de 2010

O Deputado Carlos Gonçalves, eleito pelo Círculo Eleitoral da Europa, vai estar hoje presente em Londres, dia 27 de Março

Reino Unido realizam evento de solidariedade para reconstrução da Madeira
Londres, 26 mar (Lusa) - Um evento de solidariedade com o objetivo de angariar fundos para ajudar a reconstrução da Ilha da Madeira será realizado, no sábado, em Londres, pela comunidade portuguesa no Reino Unido. A iniciativa contará a presença do deputado Carlos Gonçalves, parlamentar do PSD eleito pela Emigração pelo círculo da Europa, e dos presidentes das câmaras do Funchal, Miguel Albuquerque, da Ribeira Brava, José Ismael Fernandes, de Câmara de Lobos, Arlindo Gomes. Também estarão presentes o bispo do Funchal, D. António José Cavaco Carrilho, o presidente clube de futebol Marítimo, José Carlos Pereira, e representantes do presidente da câmara de Londres, Boris Johnson, além outras autoridades e personalidades de Portugal e do Reino Unido. O evento terá espetáculos musicais, entre os quais, um com a cantora Adelaide Ferreira, que se deslocará a Londres para participar na iniciativa de solidariedade. O temporal que assolou a Madeira a 20 de fevereiro provocou 42 mortos, 8 desaparecidos, 16 feridos e 600 desalojados, destruiu pontes e estradas, redes de água e saneamento básico e causou graves prejuízos em milhares de habitações. CSR.

Conheça melhor o 18º líder do PSD

Passos Coelho garante que PSD "não vai andar" com o Governo "ao colo"

Pedro Passos Coelho é o novo líder do PSD

Resultados oficiais: Passos Coelho 61,6%; Paulo Rangel 34,47%; Aguiar Branco 3,6; Castanheira Barros 0,23%
"O país sabe que o PSD decidiu mudar, foi um resultado muito expressivo. O PSD deu-me um voto de confiança para liderar o partido", declarou Pedro Passos Coelho na declaração de vitória desta noite. Depois de anunciar que vai convidar Paulo Rangel e Aguiar-Branco para integrarem os órgãos nacionais do partido, o líder eleito social-democrata fez um discurso voltado para o país. "O PSD tem hoje uma liderança inequívoca. O PSD está interessado em começar o seu trabalho de mudar o país", frisou. Momentos antes, José Pedro Aguiar-Branco tinha já reconhecido a derrota nestas eleições directas e anunciado que deixará de ser líder do grupo parlamentar. http://www.passoscoelho-mudar.com/sobre-passos-coelho.php
PSD: Rangel felicita Passos Coelho e promete «lealdade»
Paulo Rangel felicitou hoje Pedro Passos Coelho pela vitória «clara e expressiva» nas diretas para a liderança do PSD, prometendo ter uma «atitude de lealdade» e colaborar no «grande projeto social democrata». «Terei uma atitude de lealdade», afirmou o candidato à liderança do PSD, numa discurso onde assumiu a derrota das eleições diretas para a liderança do PSD que decorreram na sexta feira à noite.
O PPD/PSD TEM UM GRANDE FUTURO POR PORTUGAL !
Passos Coelho vence em todas as distritais menos na Madeira, onde Rangel ganha com 87,05 por cento e na Suíça com 73 %
Lisboa, 26 mar (Lusa)- O novo líder do PSD superou os outros três candidatos à presidência do partido em todas as distritais, nos Açores e no círculo da Europa e de fora da Europa, tendo sido derrotado por Paulo Rangel apenas na Madeira. Com apenas 25 secções por apurar, segundo os dados fornecidos à agência Lusa pelo Conselho de Jurisdição, a região autónoma da Madeira foi a única distrital onde Paulo Rangel venceu, com 87,05 por cento dos votos, contra os 11,43 por cento de Pedro Passos Coelho.
De resto, Faro (67,47 por cento), Leiria (79,74), Porto (68,56) e Viseu (76,20) foram as distritais que Passos venceu com maior margem em relação a Paulo Rangel, que aqui conseguiu 28,74 por cento, 17,35 por cento, 23,85 por cento e 20,95 por cento, respetivamente.
Para além destas quatro distritais, no círculo de fora da Europa Passos Coelho teve 95 por cento dos votos e Paulo Rangel 5 por cento dos votos. (A ESTA HORA O BRASIL JÃ VOTOU ?)
José Pedro Aguiar Branco teve no Porto a sua melhor votação em termos de distritais, com 6,71 por centos dos votos, e na Madeira a pior, com 0,63 por cento.
Castanheira Barros, que conquistou 127 votos a nível nacional, teve 27 votos em Lisboa, mas a sua maior percentagem (devido ao universo de votantes ser mais reduzido) em Setúbal, com 0,7. AT

sexta-feira, 26 de março de 2010

A Secção do PPD/PSD da Suíça VOTOU ASSIM

PAULO RANGEL 72,7 % E PEDRO PASSOS COELHO 27,3%. Elegeu Delegado ao XXXIII Congresso Nacional: António Dias da Costa. A Secção do PSD da Suíça registou com agrado a afluência dos militantes a este acto eleitoral e lamenta a ausência dos orgãos de comunicação social de língua portuguesa locais. Manifestou ainda a intenção de iniciar desde já uma campanha para dinamizar e envolver a comunidade na política portuguesa e principalmente na política local, como forma de integração.  O PSD é a partir de hoje uma nova força viva e recomenda-se, independentemente de quem for o novo líder! - AFDC  - CN PSD

quarta-feira, 24 de março de 2010

Lisboa é o Melhor Destino Europeu 2010

A capital portuguesa foi hoje eleita o "Melhor Destino Europeu 2010" pela Associação dos Consumidores Europeus.
Deixando para trás cidades como Londres, Barcelona, Copenhaga, Berlim ou Praga, Lisboa saltou para o topo das escolhas dos consumidores europeus, que elegeram a capital portuguesa como o "Melhor Destino Europeu 2010".
Segundo uma fonte do Turismo de Lisboa, citada pela ‘Briefing', a vitória da capital portuguesa sobre as cidades rivais foi folgada.
O prémio inclui a utilização do logótipo "Escolha do Consumidor Europeu", durante um ano, em toda a comunicação do Turismo de Lisboa, bem como a divulgação do resultado da votação efectuada online nos vários media europeus e ainda a disponibilização de uma página na internet no endereço http://www.europeanconsumerschoice.org/ para a promoção da cidade.
A Associação dos Consumidores Europeus diz em comunicado, também citado pela ‘Briefing', que Lisboa foi escolhida porque reflecte "uma cidade que soube preservar toda a sua alma e oferecer uma porta de entrada ao Turismo, sem esquecer as suas riquezas sociais e culturais".
GUIA DE RESTAURANTES ETC.
http://clix.escape.expresso.pt/
Boa Cama - Boa Mesa
Foi hoje apresentada a edição de 2010 do Guia Boa Cama Boa Mesa, numa cerimónia que decorreu no Centro Cultural de Belém, foram entregues várias distinções aos nomeados deste ano.
São 432 páginas de restaurantes e hoteis espalhados por este Portugal fora.
422 alojamentos e 590 restaurantes de eleição. Não perca, dia 27 de Março com o Expresso por apenas 9,90€.
No que respeita aos restaurantes o garfo de platina foi para o mediático Tavares, e o seu jovem chefe José Avillez. foram ainda atribuídos 25 garfos de ouro. No que respeita às chaves atribuídas à hotelaria, a platina de 2010 foi para o Porto e para uma das mais recentes unidades da invicta: a Pousada do Porto - Palácio do Freixo. A esta adicionam-se as 25 de ouro. O guia vai ser posto à venda a partir de dia 27 deste mês, e além das informações uteis sobre hoteis e restaurantes, pode ainda usufruir do voucher com 20% de desconto nos alojamentos assinalados, entre outras novidades. Fonte: Expresso

Quem tem “medo” da Emigração?

Fernando Cruz Gomes
Portugal, através dos seus deputados, perdeu ainda agora mais uma boa oportunidade de fazer as pazes... com a sua diáspora. Em cima da mesa estava um conjunto de projectos de diplomas que poderiam ser o ponto de partida para um novo “abraço” a quantos, longe da Mãe-Pátria, querem continuar a ser Portugueses de corpo inteiro.
Para já, e com votação bem significativa, o PS mostrou ser contra a Lei da Nacionalidade. Brincou com as palavras. Falou em naturalização. Falou em que talvez eles... já não falassem o Português. Deu uma volta “ao bilhar grande” e por aqui me fico...
E, neste caso, só se queria dar a nacionalidade de origem aos netos. A naturalização parece o mesmo... mas não é. Ora, o PS disse não, bem coadjuvado nos votos da outra esquerda. Ou seja, a esquerda, aí, uniu-se. Talvez a mesma esquerda que só no ano passado, no nosso querido País de origem, concedeu – ou fez conceder... - qualquer coisa como 70 MIL pedidos de nacionalidade aos IMIGRANTES (de África, Leste da Europa etc.).
Carlos Queirós – não esse do futebol, não, mas um colega que sabe chamar os bois pelo seu verdadeiro nome – pergunta, pura e simplesmente, porquê dois pesos e duas medidas? E ele próprio responde: Simples, porque IMIGRANTE vota no PS e na Esquerda! Tudo seria, assim, uma questão de votos. É que o Projecto de Lei n30/XI, que visava Alterar a lei da Nacionalidade, estendendo a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses, foi lamentavelmente reprovado na Assembleia da República, com os votos contra do PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes, e a abstenção do CDS-PP. Todos contra. Trata-se – parece tratar-se - de uma grave decisão da maioria de esquerda existente presentemente no Parlamento Português, acompanhada estranhamente pela abstenção do CDS-PP.
Todos recusaram, uma vez mais, que a justiça fosse feita a milhares de descendentes de portugueses que legalmente se continuam a ver privados de acederem à nacionalidade dos seus avós.
O PSD reafirma que continuará esta justa luta pelo reconhecimento destes direitos, voltando a apresentar esta iniciativa num futuro próximo, na linha do que julga ser a mais elementar defesa das nossas Comunidades. Eles o dizem... nós concordamos.
De resto, neste caso, até parece que o PS falha “intencionalmente”. Os outros Partidos... sei lá porquê. Algo me diz, porém, que os chamados emigrantes estão condenados a não verem aceites políticas que lhes dizem respeito... porque NÃO VOTAM. Não votando... ninguém lhes liga importância. Do ponto de vista eleitoral... somos inexpressivos.
Votamos – os que votamos – para 4 deputados. Ou seja, pouco menos do que 1% dos que votam nas eleições em que estamos inseridos.
A resposta a toda esta paranóia... é-nos dada pelo confrade já citado. Para Carlos Queirós, só teremos um Parlamento efectivamente preocupado com as necessidades das comunidades e um Governo que actue junto à emigração... no dia em que elegermos um número significativo de deputados no Parlamento.
Sim... se a emigração elegesse, por exemplo, 15 deputados… tudo seria de facto diferente.

PERFIL DO NOVO LÍDER DO PSD

Manuel Correia de Jesus
1. Tomada de posição pública
Não tenho por hábito abordar questões internas do meu Partido fora dos seus órgãos próprios. É assim que entendo a relação de pertença a um partido político. Se é verdade que todos os militantes têm o direito de crítica e de participação nas opções do partido, também é verdade que sobre eles impende a obrigação de o fazerem na forma e nos lugares próprios, de modo a não prejudicarem a imagem e a unidade do Partido e, consequentemente, a não impedirem o prosseguimento da estratégia definida em Congresso e a não embaraçarem a acção dos que têm legitimidade para actuar em nome do Partido. Porém, vou abrir uma excepção relativamente às próximas eleições directas para a escolha do futuro líder do PPD/PSD. Primeiro, pela relevância de que se reveste, neste momento, a nova liderança do PSD, em termos partidários, mas sobretudo, em termos nacionais. Segundo, porque o processo das chamadas “directas” é por natureza público e mediatizável. Terceiro, porque cerca de trinta anos de militância activa, durante os quais exerci cargos de responsabilidade partidária e também funções parlamentares e governativas, constituem-me na obrigação de tomar posição sobre tão magna questão. Mesmo assim, não me envolverei na disputa dos nomes dos candidatos que já se encontram no terreno, limitando-me a caracterizar o que penso dever ser o perfil do novo líder do PSD.

2. Que seja um patriota
A primeira condição é que seja um patriota. Isto é, que conheça e sinta a Nação Portuguesa em toda a sua plenitude. Que pela sua mundividência, seja capaz de apreender as aspirações profundas do Povo Português e erigi-las em desígnio nacional, mobilizador das energias dos cidadãos e das suas organizações sociais, económicas, culturais e recreativas. Que, em cada momento, seja capaz de olhar para Portugal no seu todo e não apenas para a faixa continental. Que seja sensível à existência de duas Regiões Autónomas, que são parte integrante da Nação Portuguesa. Que saiba que quase metade da população portuguesa vive dispersa pelos cinco continentes e que esses portugueses, através das suas Comunidades, afirmam a presença de Portugal no Mundo. Que tenha a noção de que a Pátria Portuguesa assenta em instituições basilares, como a Família, as Forças Armadas, as Universidades, as Igrejas, nomeadamente a Igreja Católica, as Misericórdias, e se mostre capaz de, uma vez no governo, defendê-las e valorizá-las. Que coloque em primeiro lugar a defesa e divulgação da Língua Portuguesa e que tenha orgulho na nossa História. Que perceba e potencie os eixos estratégicos da nossa política externa, nas vertentes europeia, lusófona e transatlântica. Em suma, que seja um Político, que tenha dimensão de homem de Estado.

3. Que seja um social-democrata
O segundo requisito do novo líder é que, do ponto de vista ideológico, seja um social-democrata, na linha da tradição e da acção dos líderes históricos do PPD/PSD, quer ao nível nacional, quer ao nível autonómico. Que acredite na perenidade do ideal social-democrata, síntese de liberdade, iniciativa privada e intervenção reguladora do Estado. Que se afirme pela defesa dos princípios e dos valores da social-democracia, imortalizados no hino do PPD/PSD, através da tetralogia “Paz, Pão, Povo e Liberdade”. Que aceite, como método de actuação, o reformismo, a tolerância e o pragmatismo, tendo presente que: “Na conciliação entre o Mercado e o Estado, por um lado, e na concertação entre o Trabalho e o Capital, por outro, radica o duplo compromisso da social-democracia” (vide Programa do PSD, pág. 50). Que encare o PSD como um partido baseado na dignidade da pessoa humana, interclassista e intergeracional.

4. Que tenha carisma
A terceira condição, é que o novo líder tenha qualidades pessoais de liderança. Antes de mais, um forte carisma, que seja capaz de mobilizar as bases do Partido e o povo português para um projecto de ruptura com a política espectáculo, com a promiscuidade entre interesse público e interesses privados. Ruptura com o condicionamento e instrumentalização de órgãos de comunicação social e de grandes empresas, postos ao serviço de ambições pessoais de poder. Um projecto que enfrente os grandes problemas nacionais: o desemprego, o endividamento, a estagnação económica, a pobreza e a injustiça fiscal. Um projecto que assegure a independência dos tribunais perante o poder político e impeça, de forma eficaz, a instrumentalização política dos processos judiciais, que crie condições de uma justiça pronta, sem deixar de ser “justa”. Um projecto que se baseie numa visão integrada do país, esbatendo assimetrias e desigualdades, combatendo a desertificação do interior e atenuando o défice demográfico. Um projecto que pacifique as escolas e advogue um sistema de ensino baseado no rigor, na exigência e na autoridade e competência dos professores e dos órgãos de gestão escolar. Um carisma capaz de fazer ver aos portugueses que o retrocesso dos últimos quinze anos não é uma fatalidade. Que as energias da Nação se devem soltar para construir um Portugal mais livre, mais próspero, mais evoluído. Um carisma gerador de confiança e auto-estima, que privilegie o trabalho e o mérito. Um líder que tenha capacidade e conhecimentos e independência para pensar pela sua própria cabeça, que não precise de recorrer a fichas elaboradas por um qualquer ajudante, nem a textos escritos por terceiros.

5. Que seja um autonomista
Um líder que tenha cultura política. Que, nomeadamente, saiba o que é a autonomia regional. Que saiba que em Portugal há duas Regiões Autónomas. Que não confunda uma Região Autónoma com um qualquer distrito do Continente, tal como fazem os inimigos da Autonomia. Que tenha, na teoria e na prática, sido coerente com a orientação permanente e continuada do PPD/PSD, como Partido da Autonomia. Que seja capaz de lutar contra o separatismo que no Continente existe em relação à Madeira e aos Açores. Que interprete correctamente os princípios da subsidiariedade, da solidariedade, da coesão social e territorial, de acordo com a Constituição e o Tratado da União Europeia. Que conheça e alguma vez tenha sentido os custos da insularidade, que estão na base do conceito de Regiões Ultraperiféricas, e se proponha defender a densificação desse conceito de modo favorável às Regiões Autónomas.

6. Que tenha carácter
Finalmente, um líder que tenha carácter, palavra aqui usada na sua acepção científica, isto é, como sinónimo do seu “eu intrínseco”. Que preze a verdade, que seja leal, honesto e generoso. Que seja genuíno e autêntico, que acredite sinceramente no que diz aos portugueses. Que não seja tacticista, nem perverso.
Só com tais características é que o novo líder do PSD merecerá a confiança dos militantes, unirá o Partido e ganhará Portugal. In: http://domaraserra.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 23 de março de 2010

RESIDENTES NO EXTERIOR NA COMISSÃO DE HONRA A PAULO RANGEL

EDUARDO MOREIRA, do Brasil, PAULO MARQUES, de França, ANTÓNIO DIAS DA COSTA, da Suíça, e ALFREDO SOUSA DE JESUS, da Bélgica, já constam na lista da Comissão de Honra a PAULO RANGEL. http://www.paulorangel2010.com/ e http://lisboacomrangel.blogspot.com/
Apoiar Rangel!
As eleições do próximo dia 26 de Março para a presidência do PSD são importantes por duas razões diferentes. Primeiro, porque sinalizam o fim de um ciclo na vida do partido e o início de uma nova fase que se quer mais ganhadora e mais proveitosa em termos de conquistas eleitorais. Segundo, porque o país atingiu uma situação de ruptura, que leva os portugueses a procurar no contexto nacional um partido e um líder que lhes apresente soluções reais e exequíveis para os problemas que afectam o seu dia-a-dia, nomeadamente a queda da economia, o crescimento do desemprego, o aumento do endividamento, o agravamento das desigualdades, o regresso da emigração, a disfuncionalidade do sistema de justiça e a descredibilidade da vida politico-partidária.
Nesta conjuntura frágil, os portugueses esperam do PSD um sinal claro de que é um partido unido, disciplinado e com a capacidade necessária para definir uma estratégia de desenvolvimento socio-económico para o país, restaurar a esperança dos portugueses num futuro mais sólido e recuperar uma nação que está cada vez mais longe do mundo, da União Europeia e de si mesma. Em resposta, não pode o partido escolher qualquer outra opção que não seja a de afirmar com contundência a sua prontidão para liderar um governo que não dure um instante, mas, pelo contrário, implemente um projecto coeso e lógico de Salvação Nacional.
Existem cinco razões pelas quais acredito que Paulo Rangel é o candidato ideal para dirigir a reforma que precisa de ser implementada no PSD e no país:
1. Seriedade
Vivemos num país em que muita da classe política cedeu à tentação do situacionismo e à promiscuidade de relações pouco claras com interesses económicos e sociais. Para mudar esta situação, precisamos de assegurar que os que fazem política são modelos de seriedade e de mérito, e não indivíduos que subiram na vida à custa do compadrio, da mentira e de ligações duvidosas a negócios obscuros. Paulo Rangel tem um currículo sólido de transparência na sua vida política que fala por si e que o distingue positivamente dos demais candidatos.
2. União Partidária
Para ser viável como projecto socio-político, o PSD tem de saber quais os princípios ideológicos que o caracterizam e de desenvolver a sua acção de acordo com os mesmos. Não pode o PSD esquecer a sua identidade, e, em questões de princípio, aliar a sua posição à de outros partidos com géneses ideológicas radicalmente diferentes. Paulo Rangel é o candidato melhor preparado para restaurar as raízes ideológicas do partido e de nele incutir um sentido claro de missão.
3. Bases
No Portugal de hoje, os partidos políticos distanciaram-se das populações e esqueceram-se de como falar aos eleitores numa linguagem que eles entendam. Mais, muitos partidos olvidaram-se que a conquista do poder político não é um fim em si mesmo, mas um meio para a concretizar causas públicas, que, conjuntamente, constituem o bem comum. Paulo Rangel é o candidato indicado para ajudar o PSD a redescobrir as suas origens sociais e devolver ao espectro político nacional o sentido de proximidade que obrigatoriamente tem de ter em relação ao Povo Português.
4. Projecto Nacional
Portugal não pode continuar a ser um país à deriva e sem uma noção estratégica clara dos objectivos que quer atingir como Estado. Tal concepção é absolutamente necessária se Portugal quer ser uma nação competitiva e não um projecto a prazo, que hoje expira os seus últimos fôlegos. Paulo Rangel é o candidato ideal para instituir na nação uma visão de futuro, capaz de converter os recursos nacionais num programa de desenvolvimento e de afirmação.
5. Autonomia
Ao contrário de outros militantes, que têm atacado o património do próprio partido em questões autonómicas e se assumido como testas-de-ferro de ideologias centralizadoras e retrógradas, Paulo Rangel tem obra escrita no âmbito do Direito Constitucional na qual defende a importância das Autonomias. Estas provas dão garantias de que, como líder do PSD e futuro Primeiro-Ministro, Paulo Rangel saberá respeitar os Direitos do Povo Madeirense, assim como as suas legítimas aspirações a um futuro cada vez mais consolidado e próspero.
Na minha perspectiva, estas cinco razões fazem de Paulo Rangel a pessoa ideal para liderar o PSD e dar a volta a Portugal. Logo, apelo aos sociais-democratas Madeirenses que, no próximo dia 26 de Março, votem em Paulo Rangel e ajudem o PSD a voltar a ser o partido de referência que irá conduzir Portugal a novos horizontes de crescimento e de progresso. FRANCISCO GOMES - JORNAL DA MADEIRA
In: http://www.jornaldamadeira.pt/not2008_12.php?Seccao=12&id=147669&sup=0&sdata=
JANTAR DE GALA DA "CIVICA" EM PARIS NO DIA 17 DE ABRIL DE 2010
Caras amigas, Caros amigos,
venham festejar os dez anos da Associação CIVICA (Associação dos Autarcas de Origem Portuguesa em França). Confirmem desde já a vossa presença (lugares limitados) estejam com os eleitos Portugueses e de origem Portuguesa nesta grande festa. A ficha de inscrição esta disponivel no nosso Portal da Internet. Espero poder contar convosco nesse dia de comemorações no Saphir Hôtel, Paris, Pontault-Combault. Paulo Marques - Presidente da Civica - http://civica.kazeo.com/
Dra. Rita Gomes na Assembleia da República
À direita na foto
Convidada a assistir aos debates sobre um grande pacote de diplomas, relativos à emigração portuguesa e à alteração da lei da nacionalidade. Proponente José Cesário. Um interessante debate, de que A Dra Rita Gomes fará relato em breve. In: http://tertuliadadiaspora.blogspot.com/
O IDEALISTA LEMBRA - LEI DA NACIONALIDADE
Caro amigo e companheiro José Cesário,

Registei com apreço a sua intervenção na Assembleia da República, nomeadamente a resposta que deu ao Sr. deputado Paulo Pisco que nem faz nem deixa fazer.

Só queria fazer um pequeno reparo no que diz respeito à alteração à Lei da nacionalidade:

- parece-me bem que os netos de portugueses possam ser portugueses sem burocracias ou entraves absurdos, embora considere que devia medir-se primeiro os riscos migratórios que isso pode acarretar, sobretudo no que diz respeito a eventuais surtos de novos nacionais provenientes do Brasil para se radicarem em países europeus e que poderiam comprometer acordos de livre circulação de pessoas, dos quais Portugal faz parte;

-por outro lado, acho absurdo que se dê prioridade a uma alteração da Lei de nacionalidade que visa a atribuição de nacionalidade a pessoas cujos pais manifestamente não tinham vínculo afectivo a Portugal, quando existe uma situação premente que é a da atribuição automática de nacionalidade portuguesa aos filhos de pai e mãe portugueses que nascem no estrangeiro e não adquirem outra nacionalidade. Estes últimos nascem apátridas e só são portugueses se tiverem o nascimento inscrito no registo civil português e, como sabe, para estes terem o nascimento inscrito no registo civil português é necessário que os seus representantes legais declarem que querem que eles sejam portugueses, o que nem sempre acontece, pelas mais diversas razões.

Pelo que antecede, sugeria que quando se discutisse uma alteração à Lei da Nacionalidade Portuguesa, se tivesse em conta esta situação e se acrescentasse, à semelhança dos filhos de portugueses nascidos em Portugal, que "são portugueses de origem os filhos de pai e mãe portugueses nascidos no estrangeiro que não adquiram automaticamente outra nacionalidade" e se regulamente no sentido de que a declaração de nascimento atributiva da nacionalidade nestes casos possa ser feita por qualquer pessoa que faça prova do nascimento com certidão de nascimento local ou certificado médico. Um abraço de verdadeira amizade do IDEALISTA.

Mensagem de Manuela Ferreira Leite aos militantes

Manuela Ferreira Leite despediu-se dos militantes em mensagem na Internet
A dois dias de deixar a presidência do PSD, Manuela Ferreira Leite deixou uma mensagem a dizer que se sente "honrada" por ter servido o partido e diz que confia na escolha dos militantes. Ferreira Leite deixa a presidência do PSD dentro de dois dias. http://www.psd.pt/

segunda-feira, 22 de março de 2010

NOVAS LÁ FORA

VER ARTIGO ANTERIOR: UM CANDIDATO ...

Um candidato à emigração precisa de preparar-se antes

Esse é o conselho de Norbert Winistörfer, autor do mais conhecido guia da emigração já publicado na Suíça
Legenda: Uma típica construção suíça em New Berne, Indiana (EUA): nem todos os emigrantes conseguem criar raízes como essas na nova pátria. (RDB)"As pessoas são simpáticas, o país é agradavelmente quente - é lá eu quero viver": a pessoa que quiser tentar sua sorte em outro país deve refletir com antecedência.
"Miserável Suíça" ou coisas parecidas dizia o padeiro antes de emigrar para a Austrália. Em "Down Under" (expressão utilizada para se referir não apenas à Austrália, mas também aos países da região como a Nova Zelândia) ele trabalhou como um condenado. Porém, depois de dez anos de sofrimento, ele não havia obtido nenhum fruto. Desiludido, retornou à Suíça.
Outro exemplo é o da jovem família que abandona a Colômbia para tentar uma nova vida na Suíça, país onde a esposa do descendente de suíços e seu filho podem ter melhores chances de trabalho e estudo.
Tem a família do executivo de uma multinacional, que depois de passar por países como Argentina, Canadá e Bélgica, decide retornar às suas origens para que as crianças possam se beneficiar do bom sistema helvético de ensino.
"Muitas vezes é um tabu falar que muitos emigrantes não conseguiram concretizar seus sonhos no exterior", afirma Norbert Winistörfer. É importante poder confessar que não deu certo, de dizer que foi uma boa tentativa ter abandonado o conhecido para se aventurar no novo, acumular novas experiências, diz o autor do guia "Ab ins Ausland" (Emigrar).
Norbert Winistörfer. (zvg)
Publicado em 1999, a obra já está na sua sexta edição. Nela, Winistörfer enumera as mais importantes questões e temas que possam interessar a qualquer candidato à emigração antes dele comprar sua passagem só de ida.
Winistörfer entende do assunto. Ele já viajou para 75 países. Da primeira vez deu uma volta ao mundo em um ano; a segunda durou mais de três meses e fez várias estadias para aprender idiomas na América do Sul, Inglaterra e França.
Novo tipo de emigrante
Em primeiro lugar, Winistörfer rebate durante a entrevista à swissinfo.ch um grande clichê. O emigrante clássico que abandona a Suíça por dificuldades econômicas ou grande frustração com a Suíça e tenta sua sorte em outro lugar, como o padeiro mencionado nos parágrafos acima. Segundo o autor, este é hoje uma exceção.
O grosso dos quase 28 mil suíços que emigraram em 2008 é composto por estudantes e depois jovens executivos e profissionais. O terceiro maior grupo são os aposentados, que decidem começar uma nova fase da vida no exterior.
No caso dos estudantes, jovens executivos e profissionais, a decisão de abandonar a pátria não se deve a uma nostalgia do estrangeiro. "Em algumas áreas uma estadia no exterior para estudantes é uma obrigação", explica Winistörfer. "Muitos só conseguem o primeiro emprego se tiverem acumulado experiências em outros países."
Essa estadia pode não só ser um trampolim na futura carreira dos estudantes, mas também uma grande desvantagem. "Jovens executivos ou profissionais, que depois de completar os trinta anos são transferidos ao exterior, podem acabar tendo problemas se ficarem por muito tempo fora."
Isso ocorre se o empregador não garante um posto de trabalho no retorno do estrangeiro. Antes de arrumar as malas, é importante verificar todas as condições e garantias. Senão é grande o risco de "encalhar" longe de casa.
Evitar carências no seguro
Winistörfer recomenda especialmente ao emigrante em potencial certificar-se de todos os aspectos relacionados à previdência social e seguridade social (seguro-desemprego e outros). Neles incluem-se também o seguro de saúde e outros seguros importantes. O objetivo é evitar carências posteriores.
Ter conhecimento de idiomas, dos costumes locais e das leis ajuda a pessoa a se firmar no país visado. "Senão ela fica rapidamente desamparada, como no momento em que ela precisa se registrar em alguma repartição pública ou na procura de moradia e emprego", ressalta o autor.
O que também é muitas vezes ignorado - o padeiro é mais uma vez citado - são sondagens aprofundadas sobre as chances no mercado de trabalho em outro país. "É preciso se informar bem e verificar se os seus conhecimentos ou capacitações são requisitados. Senão descobre-se somente já vivendo no local que existem outros milhares de pessoas com as mesmas qualificações."
Clube suíço é coisa do passado?
A instalação em um país estrangeiro pode também ser muito dura se os diplomas e certificados não forem reconhecidos. Nesse ponto, Winistörfer recomenda bastante atenção. "Isso vale também para as esposas ou parceiras, que irão acompanhar a pessoa ao exterior e depois descobrirem talvez que não podem encontrar trabalho."
Redes locais como clubes suíços também ajudam não apenas a matar a saudade, mas também como locais onde experiências são trocadas ou mesmo alguma ajuda. Porém os emigrantes atuais parecem ignorar essa possibilidade.
Responsável por isso é, em parte, a internet, com suas redes sociais virtuais e formas modernas de comunicação como e-mail, chats ou Skype. Através deles um número crescente de suíços do estrangeiro consegue manter contato com seus próximos na Suíça, de forma gratuita e sem limites de horário.
Global
Outro aspecto é que na cabeça dos emigrantes atuais ocorreu uma mudança: os jovens suíços vão com mais abertura ao estrangeiro, pois ainda na Suíça essas pessoas já tinham bastante contato com estrangeiros.
"Os jovens querem festejar no exterior com pessoas de outras nacionalidades e não mais ficar isolados em clubes próprios para suíços", diz Winistörfer com a experiência de professor de economia na Escola Técnica do Norte da Suíça, em Olten.
Destino preferido
Questionado sobre seu destino de preferência para emigrar, o autor não titubeia. "Meu país preferido continua a ser a Suíça. Comparado a tudo que vi, em quase todos os setores, aqui imperam condições ainda paradisíacas". No país dos Alpes a vida é simples, estruturada e organizada.
"Tudo funciona. O sistema político é estável. A qualidade de vida excelente. O nível salarial, elevado. E ainda temos um ótimo sistema de assistência social". Ele se pergunta se é possível querer mais do que isso. Renat Künzi, swissinfo.ch (Adaptação: Alexander Thoele)
Mais In: http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Candidato_a_emigracao_precisa_se_preparar_antes.html?cid=8500544
PARA OS PORTUGUESES INTERESSADOS NA:
 
Suíça
e

domingo, 21 de março de 2010

Política a Sério - JAS

Como vi o Congresso do PSD
Dito de uma forma simples, o PS em Portugal é o partido do Estado – e o PSD o partido da sociedade civil. Por isso, os congressos do PSD são tão palpitantes: as pessoas vêem que está ali representado o país real, nas suas forças e fraquezas, misturando ricos e pobres, senhores e servos, gente cautelosa e gente desbocada, intelectuais e iletrados.
Não vi o Congresso todo em directo, mas assisti ao momento-chave.
No fim do seu discurso da tarde, Passos Coelho pediu licença à plateia para dirigir uma última palavra ao companheiro Alberto João Jardim; e depois, virando-se teatralmente para o líder madeirense, disse-lhe que era capaz de lhe perdoar, tal como ele próprio (Jardim) tinha perdoado a Sócrates. E concluiu apelando para que perdoassem um ao outro os agravos mútuos.
A forma foi infeliz, a referência a Sócrates foi desastrada e a declaração foi artificial.
Logo que Passos Coelho começou a dirigir-se a ele, reparei que Alberto João Jardim franziu a testa. Mas nunca pensei que fizesse o que fez a seguir: quando Passos Coelho acabou de falar, Jardim levantou-se da mesa, despediu-se de Ferreira Leite, começou a caminhar pela sala – e, quando todos pensavam que ia sair para apanhar o avião para o Funchal, entrou na fila onde estava Paulo Rangel e sentou-se ostensivamente ao seu lado!  Foi um gesto assassino – e um momento decisivo do Congresso. Passos Coelho nunca deveria ter tido aquela iniciativa: primeiro, porque soou a falso, depois porque pareceu demasiado interesseira (visando ir buscar votos à Madeira, cuja contribuição é decisiva), finalmente porque constituía um enorme risco fazer um desafio a Jardim em directo. Passos Coelho só poderia ter feito o que fez se tivesse a certeza absoluta de que o seu pedido de mútuo perdão seria bem aceite. Não a tendo, arriscou-se ao que veio a acontecer: Jardim virar-lhe ostensivamente as costas, manifestando apoio ao seu principal adversário.
Paulo Rangel só não terá ganho aqui a liderança do PSD se o partido estiver distraído
Até porque, para lá disso, Rangel foi o claro vencedor do Congresso
Ele conseguiu inverter em Mafra a onda favorável a Passos Coelho
As suas intervenções foram claramente as melhores – não só quanto à substância mas também do ponto de vista emocional. O seu discurso de sábado à noite chegou a ser arrebatador: curto, estruturado, dito com alma, dirigido ao coração dos militantes e com ideias sintonizadas com a matriz do partido. Rangel disse duas coisas: que o PSD tem de reduzir a dívida pública, tirando esse encargo das costas das gerações futuras, e tem de garantir uma maior mobilidade social, promovendo a ascensão das pessoas das camadas inferiores – no sentido da criação de uma classe média mais ampla e mais robusta. E estes dois objectivos concorrem na mesma direcção: libertar e fortalecer a sociedade civil – que deve ser sempre o grande lema do PSD e a sua principal bandeira.
Os discursos de Passos Coelho e de Aguiar-Branco estiveram vários furos abaixo dos de Rangel
Aguiar-Branco é um homem sério, ponderado, mas tem um registo morno que não arrasta ninguém atrás de si. Passos Coelho foi muito auto-justificativo, enredou-se em explicações pessoais, falou pouco para a sociedade, não deu esperança aos militantes, e teve aquela tremenda falha que permitiu a Jardim bater--lhe com a porta na cara. Dir-se-á que a política não são só palavras – e que a oratória de Rangel não é tudo.
Mas, se a política não são só palavras, a política também são palavras: para convencer os outros, para lhes dar esperança e para ganhar eleições. E, neste aspecto, Rangel apresentou-se como o mais bem apetrechado – usando um estilo pouco estereotipado e sendo senhor de um vocabulário mais rico e impactante. Mostrou ainda ser um político com coração – o que é meio caminho andado.
O encerramento do seu discurso da noite, acenando ao PSD com a possibilidade de finalmente ter ‘uma maioria, um Governo e um Presidente’ – que foi o sonho nunca concretizado de Sá Carneiro –, deu aos militantes uma esperança que há muito andava perdida.
P.S. 1 – Ainda sobre o Congresso, é de elementar justiça elogiar Santana Lopes pela iniciativa e referir os discursos de Marcelo, Marques Mendes e mesmo Menezes, pelo seu conteúdo político. Quanto à tão falada ‘lei da rolha’, não merece comentário: torna-se óbvio que em período eleitoral um militante não pode andar a dizer mal do seu partido ou do seu líder.
P.S. 2 – Francisco Assis, o líder parlamentar do PS, que diz estar «tudo esclarecido» no caso Face Oculta e se indigna com o facto de o Parlamento querer investigar melhor o assunto, propôs que o mesmo Parlamento discutisse os estatutos do PSD, por incluírem a dita ‘lei da rolha’. Sucede que igual norma também existe nos estatutos do seu partido! A declaração de Assis constituiu, assim, um bom exemplo da precipitação, oportunismo e incompetência que tomaram conta de boa parte da prática política. http://www.paulorangel2010.com/

PSD/Diretas: Podem votar cerca de 79 mil militantes
O universo eleitoral das diretas de 26 de Março para a liderança social-democrata é o maior desde que o PSD adotou este método de eleição, estando em condições de votar mais de 78.900 militantes.
Nas primeiras eleições diretas para a liderança do PSD, que se realizaram em 2006 e das quais saiu vencedor Luís Marques Mendes, estavam em condições de votar cerca de 55 mil militantes. Desses, aproximadamente 20 mil exerceram depois o seu direito de voto.
Um ano mais tarde, em 2007, nas diretas conquistadas por Luís Filipe Menezes, o número de inscritos subiu para 63 mil e os votantes foram mais de 38 mil. Nas diretas de 2008, das quais Manuela Ferreira Leite saiu vencedora, o universo eleitoral foi de 76.388 militantes, dos quais perto de 46 mil participaram nas eleições.
No que respeita às próximas diretas de 26 de Março, o prazo para pagamento de quotas terminou na terça-feira e os cadernos eleitorais foram enviados pela secretaria-geral do PSD às secções e às candidaturas à liderança do partido na quinta-feira.
Dos mais de 78.900 militantes com direito de voto, mais de 16 mil pertencem à distrital social democrata do Porto. Seguem-se a Área Metropolitana de Lisboa, com perto de 13 mil inscritos nas diretas, Braga, com quase oito mil, Aveiro, com mais de seis mil, e Coimbra, com aproximadamente 4.500 militantes em condições de votar. Os militantes inscritos na região autónoma da Madeira são cerca de 2.500, nos Açores perto de 600 e nos círculos da emigração aproximadamente 1200, dos quais dois terços pertencentes a estruturas do PSD fora da Europa e um terço a estruturas da Europa (400? -Suíça: 101 !!!).  São candidatos às diretas de 26 de Março para a liderança do PSD Pedro Passos Coelho, Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros. Nessas eleições, os militantes vão também escolher os delegados ao XXXIII Congresso do PSD, que elegerá os novos órgãos do partido. Diário Digital / Lusa
DISCO DE OURO
Força Portugal !!!

SER BENFIQUISTA E PSD!

Anónio Dias da Costa

sábado, 20 de março de 2010

A NOVA POBREZA - Manuel António Pina

Os novos pobres

A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país, fora, todos os dias ficam sem emprego se dos infelizes gestores do BCP que, por iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão drasticamente reduzido em 50%, ou mesmo a ver extintos os por assim dizer postos de trabalho.
A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90 000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas) reduzido a 25% do do presidente. Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos pobres, atirando ainda para o desemprego com um número indeterminado de membros do seu distinto Conselho Superior. Aconselha a prudência que o Banco Alimentar contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem.
Marinho Pinto quer advogados fora do Parlamento
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, exigiu a revogação da norma que permite aos advogados acumularem funções com as de deputados, de forma a evitar que produzam leis à medida dos seus clientes.
«Muitas vezes, os deputados [que são advogados] atuam em função de interesses privados dos seus clientes. Não se pode elaborar leis num dia e ir noutro ao tribunal decidir em função delas», disse Marinho Pinto, que falava em Matosinhos, numa conferência do Lions Clube, sobre ética na advocacia.
A norma, observou Marinho Pinto, «é uma mancha quer na advocacia, quer na função de deputado». Diário Digital / Lusa

Cavaco Silva e a família limpam Portugal

De calças de ganga, casaco impermeável e luvas, o Presidente da República, Cavaco Silva, esteve esta manhã de sábado entre os que, no pinhal do Banzão, em Colares, participaram na iniciativa Limpar Portugal num só dia.
Impressionando, a certa altura, diante de um monte de lixo escondido entre as árvores, o Presidente chamou os alunos da Escola 2+3 de Sarrazola para que o ajudassem a ensacar o entulho, resíduos orgânicos, peças de mobília e outros detritos.
Depois desta acção, “o mais importante é não voltar a sujar Portugal”, disse Cavaco Silva, acompanhado pela mulher, Maria Cavaco Silva, a filha Patrícia e quatro netos.
Não deixes de participar na maior iniciativa de voluntariado de todos os tempos, em Portugal! A tua colaboração é essencial para o sucesso desta iniciativa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

PEDRO SANTANA LOPES - Versão com toda a verdade sobre a falsidade


É a prova de que estava tudo devidamente esclarecido

A LEI DA NACIONALIDADE FOI REPROVADA
Caros Compatriotas,
O Projecto de Lei n30/XI, que visava Alterar a lei da Nacionalidade, estendendo a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses, acaba de ser lamentavelmente reprovado na Assembleia da República, com os votos contra do PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes, e a abstenção do CDS-PP.
Trata-se de uma grave decisão da maioria de esquerda existente presentemente no Parlamento Português, acompanhada estranhamente pela abstenção do CDS-PP, recusando, uma vez mais, que a justiça seja feita a milhares de descendentes de portugueses que legalmente se continuam a ver privados de acederem à nacionalidade dos seus avós.
O PSD reafirma que continuará esta justa luta pelo reconhecimento destes direitos, voltando a apresentar esta iniciativa num futuro próximo, na linha do que julgamos ser a mais elementar defesa das nossas Comunidades. Com os meus melhores cumprimentos - José Cesário Deputado do PSD por Fora da Europa.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Visite o Blogue do Nosso Bom e Grande Amigo H. Nascimento Rodrigues (ex-deputado da emigração, Ministro do Trabalho e Provedor de Justiça)

RECORDAR É VIVER: O “Ouvidor do Kimbo” http://ouvidorkimbo.blogspot.com
Aquele abraço social-democrata Henrique e Força! - O António "Psicoalpinista", nunca esqueci aquela campanha eleitoral que fizemos no Luxemburgo durante 3 dias e VENCEMOS! 

Intervenção de José Cesário no Plenário da Assembleia da República

O vídeo da resposta aos deputados interpelantes
Intervenção de Carlos Gonçalves no Plenário
Intervenção de Carlos Páscoa no Plenário

PSD: Carlos Gonçalves apoia Pedro Passos Coelho

Eleições para a Presidência do Partido


O Deputado eleito pelo círculo eleitoral da Europa e Presidente do PSD/Paris, apoia o candidato Pedro Passos Coelho para líder do Partido Social Democrata e interviu quase no fim dos trabalhos do Congresso do Partido, que teve lugar no fim-desemana passado, para “prestar um tributo” a Manuela Ferreira Leite.
O Congresso extraordinário do PSD teve lugar em Mafra para alterações estatutárias, mas foi sobretudo uma oportunidade única para que os quatro candidatos a Presidente do Partido tentassem convencer o seu eleitorado.
Passos Coelho, Paulo Rangel, José Aguiar Branco e Castanheira Barros discursaram várias vezes e passaram o fim-de-semana a tentar convencer os Delegados que cada um deles era “a melhor opção” para o PSD.
“Temos de tomar em consideração que vamos escolher o Presidente do Partido, mas também certamente o
futuro Primeiro Ministro de Portugal” afirma Carlos Gonçalves. “E qualquer um dos três principais candidatos tem sensibilidades claras para com as Comunidades portuguesas”.
Carlos Gonçalves diz que “o braço direito” de Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas “era Secretário geral
quando o Partido decidiu dar a pasta das Comunidades portuguesas a alguém das Comunidades” e por isso, acredita que “esta é a melhor candidatura para nós”.
Mas o líder social-democrata de Paris considera que “tanto Paulo Rangel como José Aguiar Branco, conhecem as questões relacionadas com as Comunidades. O próprio Paulo Rangel esteve ligado à luta pelos direitos políticos das Comunidades, quando foi Líder parlamentar e quanto a Aguiar Branco, ainda na próxima semana vai agendar um debate sobre Comunidades, sendo ele o atual Líder parlamentar”.
As eleições para o Presidente do Partido e a escolha dos Delegados ao próximo Congresso vão decorrer no
próximo dia 26 de março. Os militantes de Paris votam em Paris e o próximo Congresso vai ter lugar em
Carcavelos, nos dias 9, 10 e 11 de abril.
“Eu pessoalmente apoio o Pedro Passos Coelho, mas a Secção de Paris tem liberdade de voto e não
toma posição oficial” explica Carlos Gonçalves. Por exemplo, Paulo Marques é o mandatário da
campanha de Paulo Rangel em França!
Na intervenção que fez no Congresso, já nos finais dos trabalhos e antes da sessão de encerramento, Carlos Gonçalves fez “um tributo” a Manuela Ferreira Leite. “A Presidente cessante do Partido interrompeu
praticamente as suas férias para fazer uma conferência de imprensa, quando os direitos políticos dos emigrantes estavam em causa e nós não podemos esquecer isso” disse em Mafra.
Carlos Gonçalves chamou também a atenção para o facto de “estarem em votação algumas alterações estatutárias que poderiam não ser aplicadas nas Comunidades”.
As alterações acabaram por não ser aprovadas mas Carlos Gonçalves explicou ao LusoJornal que “isto acontece muitas vezes em Portugal: votam-se coisas sem se ter em consideração os casos específicos daqueles que moram no estrangeiro”.
O Deputado do PSD considera que “o próximo Presidente do Partido tem de dar uma atenção especial às Comunidades, tendo em conta aliás que os fluxos migratórios continuam a aumentar” disse na sua intervenção em Congresso.
De uma maneira geral Carlos Gonçalves considera que foi “um bom Congresso”e que “houve diálogo, como raramente houve no interior do PSD”. Os “pesos-pesados” do Partido subiram à tribuna para apelar à união dos sociaisdemocratas, como foi o caso, por exemplo de Marcelo Rebelo de Sousa, Luis Marques Mendes, Luís Filipe Menezes, Pedro Santana Lopes e Alberto João Jardim.
Difícil mesmo é prever quem será o próximo Presidente do PSD! ■ Carlos Pereira In: http://www.lusojornal.com/unefr.pdf

Apoio ao associativismo e comunicação social no estrangeiro debatidos no Parlamento

Lisboa, 16 mar (Lusa) - O apoio ao associativismo e à comunicação social em língua portuguesa no estrangeiro são temas de projetos a debater, na quarta feira, no Parlamento, com objetivo de aproximar as comunidades de Portugal.
“Este pacote de iniciativas legislativas tem como objetivo criar alguns instrumentos de natureza legislativa que permitam uma maior aproximação dos portugueses em Portugal às comunidades no estrangeiro”, disse à Lusa, à margem da reunião de hoje da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, o deputado do PSD pela Emigração pelo círculo fora da Europa, José Cesário.
O partido Social-Democrata (PSD), o Partido Popular (CDS-PP) e o Partido Comunista Português (PCP) irão apresentar projetos de lei e projetos de resolução, no total de dez, para debate no Parlamento referentes às comunidades portuguesas no exterior.
Segundo José Cesário, “o associativismo português no estrangeiro “é absolutamente vital no contexto da vida das nossas associações e até do enquadramento dos novos emigrantes portugueses.
“A associação é o ponto de encontro para quem vai para fora e pode ter também um papel importante no contexto das políticas culturais e do ensino, que há em alguns sítios e pode vir a ter em outros”, referiu o deputado do PSD, acrescentando que esta é a importância de apresentar um projeto de lei sobre o tema.
Para o deputado João Soeiro (PCP), “apoiar o associativismo das nossas comunidades é um passo importante, porque estas têm desenvolvido um trabalho, que todos reconhecemos como meritório, que ultrapassa muitas vezes outros tipos de intervenção”.
Sobre o apoio à comunicação social em língua portuguesa no estrangeiro, José Cesário coloca que “está em causa o papel extraordinário que estas televisões, rádios e imprensa escrita podem ter na aproximação das comunidades portuguesas no exterior com tudo aquilo que existe em Portugal, até o fomento das nossas economias locais no exterior”.
Esta também é uma preocupação do CDS-PP, segundo o deputado José Ribeiro e Castro - presidente da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas - também “irá apresentar um projeto de lei sobre o apoio à comunicação social em língua portuguesa no estrangeiro.”
O CDS-PP também irá apresentar um projeto de resolução que recomenda ao governo a elaboração de um estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo que, segundo Ribeiro e Castro, “é necessário para aplicar políticas mais adequadas e aproveitar o potencial desta diáspora para a projeção de Portugal”.
O PCP irá apresentar ainda um projeto de lei sobre a criação de um fundo especial de apoio social aos emigrantes portugueses.
O PSD colocará também em debate no Parlamento a alteração da Lei da nacionalidade, para estender a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses nascidos no estrangeiro; a problemática da mulher emigrante; e o acompanhamento dos fluxos migratórios.
Os projetos que serão apresentados já estiveram em avaliação no plenário outras vezes, sendo esta a terceira vez que passam pela avaliação do Parlamento. CSR
Decisão do Supremo acaba "de uma vez por todas" com dúvidas do acto eleitoral
Lisboa, 16 mar (Lusa) - O presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) mostrou-se hoje muito satisfeito com a decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA), afirmando que acaba "de uma vez por todas" com eventuais dúvidas sobre o ato eleitoral.
"É uma boa notícia. Dá para acabar de uma vez por todas com eventuais dúvidas quanto à legalidade do ato eleitoral" do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, disse Fernando Gomes à Agência Lusa.
Fernando Gomes falava depois de o Supremo Tribunal Administrativo (STA) ter considerado válidas as eleições para o CPCP, realizadas em outubro de 2008.
Na sequência do plenário do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que decorreu em Lisboa nos dias 15 a 17 de outubro de 2008, Eduardo Dias instaurou no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa (TAF) um processo contra o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), alegando irregularidades na eleição dos membros do CPCP por não ter sido previamente aprovado o regulamento deste órgão de consulta do Governo sobre emigração.
Em abril de 2009, o TAF anulou a eleição do CPCP, determinando a sua repetição em nova reunião plenária do CCP depois de aprovado o regulamento em causa.
Por seu lado, o MNE recorreu da decisão para o Tribunal Central Administrativo - Sul (TCA), que em agosto lhe deu razão, tendo revogado a sentença proferida em primeira instância.
Foi esta decisão que o Supremo Tribunal Administrativo aceitou rever a pedido de Eduardo Dias e vem dar agora razão ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Congratulando-se por ter terminado assim um "período desgastante", Fernando Gomes disse ainda que a decisão do STA vem "legalizar a situação e responsabilizar o mandato do Conselho Permanente".
"Não há mais desculpas para não haver uma intervenção pública junto ao Governo como órgão de consulta que nós somos", afirmou.
Fernando Gomes ressalvou ainda que sempre teve "todo o apoio e solidariedade" dos restantes conselheiros do CPCP durante este processo. MCL
Portugueses em Sydney estão "relativamente bem na vida" - cônsul geral
Sydney, Austrália, 14 Mar (Lusa) - A comunidade portuguesa de Sydney, Austrália, estimada em cerca de 15 000 pessoas, está estabilizada e “relativamente bem na vida”, considerou o Cônsul geral de Portugal na cidade, Pinto de Mesquita.
Em declarações à agência Lusa, o diplomata português explicou que entre os cerca de 50 000 portugueses radicados em toda a Austrália, cerca de 15 000 estarão em Sydney, onde a comunidade está estável já que está radicada na cidade desde os anos 1950 ou 1960.
“A comunidade é uma comunidade que já está em Sydney há muitos anos, a maior parte veio para cá nos anos 50 embora haja registos da chegada dos portugueses da Madeira dos anos de 1800”, disse o representante português à margem de uma visita do Secretário de Estado das Comunidades António Braga à cidade.
Por outro lado, continuou, a comunidade, que veio para a Austrália para “melhorar a sua vida (…) está relativamente bem na vida”.
“Nós vemos na comunidade muitos sinais de bem-estar. A maior parte tem bons automóveis, casas razoáveis e isso é justo porque foi para isso que as pessoas vieram para cá e foi para isso que as pessoas lutaram, para ter uma vida melhor e felizmente em muitos casos isso concretizou-se”, afirmou.
A iniciativa privada é a principal ocupação dos portugueses, 78 por cento dos quais tem nacionalidade australiana, que se dedicam a vários sectores como a construção civil, restaurantes e outras áreas dentro do sector dos serviços como a limpeza, explicou o cônsul.
Pinto de Mesquita garante que a imigração portuguesa em Sydney, “estagnou há muitos anos”, mas lembra que ainda vão chegando alguns, “poucos em número”, portugueses porque chegam estudantes com visto especial de seis meses ou portugueses quadros de grandes empresas que aqui os colocam.
Com uma forte dependência dos negócios, a comunidade portuguesa também foi afetada pela crise financeira mundial, mas como sustentou Pinto Mesquita a comunidade sentiu uma “relativa crise” já que na Austrália o impacto dos problemas foi sentido com menor incidência.
Durante a visita do Secretário de Estado, Pinto de Mesquita recebeu aprovação para as novas instalações consulares, que António Braga enquadra na “reforma” das estruturas que o Governo português está a realizar.
“Pretende-se, por um lado, modernizar o espaço físico, e com isso também reequipar com tudo o que diga respeito à utilização das novas tecnologias fazendo com que os novos instrumentos como o Cartão do Cidadão - que já está disponível - o passaporte biométrico e a relação dos portugueses com a Administração Pública possa tirar daí muitos benefícios, designadamente a prontidão e a qualidade do serviço”, afirmou o governante à Lusa. JCS
Cavaco Silva escolhe Faro para comemorar Dia de Portugal
O Presidente da República escolheu a cidade de Faro como sede em 2010 das Comemorações do Dia de Portugal. Cavaco Silva nomeou ainda o sociólogo António Barreto como Presidente da Comissão Organizadora, informa uma nota da Presidência. In: http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=37952

RIBEIRA ALTA - ALGOZ