quinta-feira, 31 de março de 2011

PR dissolve Assembleia da República e convoca eleições para 5 de Junho


Eleições em 5 de Junho! Estas são mesmo para se escolher bem !
Não queremos desculpas, queremos ter esperança!
Poupem-nos! Não queremos ouvir mais que a culpa de não haver PEC 4 é do PSD ou que a culpa de haver Scuts também é do PSD por ter viabilizado o PEC 3 e por aí fora…
E que ninguém mais se atreva a dizer que os políticos são todos iguais, porque não são e até um analfabeto político já percebeu quem tem especiais responsabilidades na quase bancarrota em que o país está. Aliás, basta ver quem é que governou nos últimos 16 anos, precisamente 13, período em que a dívida pública mais do que duplicou… e nos conduziu à quase falência.
Depois do Eurostat ter feito o INE passar pela vergonha de o obrigar a corrigir o défice de 7,3% para 8,6% nas contas do Estado de 2010, por mim, exigiria mesmo auditorias, sob pena de: 1º darmos mais um sinal ao exterior de que escondemos alguma coisa; 2º ser uma deslealdade aos portugueses ocultar-lhes toda a verdade!
Agora, exigimos que todos os partidos sejam claros nas medidas que propõem para sairmos da crise, a saber:
- quanto tempo vamos ter de apertar o cinto? E durante esse tempo haverá incentivos ao mérito no trabalho e na poupança? Quais?
- vamos mesmo pedir dinheiro ao Fundo Europeu e ao FMI ou vamos continuar a endividar-nos a juros usurários num mercado especulativo?
- vamos finalmente reduzir os Ministérios para 10, acabar com os governadores civis, reduzir em 1/3 as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia? Quando reduzimos para o mínimo indispensável a frota de ‘popós’ do Estado e outras mordomias? Quando acabamos com os institutos públicos e as Fundações públicas? E as empresas públicas e municipais que só dão prejuízos? E quando é que reduzimos os deputados para 151 (tantos quantos tem a Holanda)?
- E porque é que só os funcionários públicos e os pensionistas têm que sofrer cortes nos salários e nas pensões e os que auferem chorudos ordenados nas empresas privadas nada contribuem?
- porque não são dados incentivos fiscais às empresas que investem e criam empregos? E aquelas que se atrevem a distribuir dividendos em vez de investirem, porque não são mais tributadas?
- quais as medidas de emergência para acudir aos que já passam fome?
Estas são algumas das questões que gostaria de ver claramente respondidas por todos os partidos. Espero por medidas claras e corajosas, até para os portugueses preguiçosos, que não vão votar com a desculpa antidemocrática de que não vale a pena, não terem desculpa alguma. Por mim até seriam severamente multados todos quantos se abstivessem, a não ser que tivessem um motivo atendível (exº: doença ou ausência no estrangeiro). Sim, porque muitos portugueses abstencionistas são também culpados da situação a que chegámos.
Queremos ter esperança! Não nos desiludam! Viva Portugal!
In: http://comunidade.sol.pt/blogs/brutus/default.aspx

Crise política - António Barreto: Crise política é “golpe” de Sócrates para se vitimizar

“Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos”, afirmou Barreto (Adriano Miranda)
O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um “golpe” do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições, vitimizar-se e que isso aumenta as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados.
“Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos”, afirmou Barreto, que preside à Fundação Francisco Manuel dos Santos, em declarações à Lusa, à margem do lançamento do livro de Vítor Bento, “Economia, Moral e Política”.
António Barreto acrescentou ainda que o momento actual do país “corresponde à ideia do primeiro-ministro, de provocar uma crise na qual ele possa, eventualmente, passar por vítima”.
O Presidente da República ouve hoje o Conselho de Estado, numa reunião que tem como único ponto “pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República”, no quadro da crise política que se seguiu à demissão, há uma semana, do primeiro-ministro.
O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos acusou ainda José Sócrates de “caluniar” as entidades internacionais “a quem pede ajuda” e de “caluniar os credores” depois de pedir empréstimos.
“Esta duplicidade é um péssimo sinal para o exterior”, acrescentou António Barreto, referindo que, se Portugal tivesse pedido ajuda externa há mais de um ano, teria estado em melhores condições para o fazer, e em melhores condições para cumprir eventuais programas de reformas económicas.
Os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário para deter títulos de dívida soberana portuguesa a dois anos superaram hoje o preço da dívida a dez anos, pela primeira vez desde 2006.
A ‘yield’ (remuneração total) exigida no mercado para comprar dívida a dois anos atingiu os 8,17 por cento, acima dos 8,092 por cento cobrados pela dívida a 10 anos, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.
“Agora estamos em situação praticamente desesperada”, disse ainda o sociólogo, que insistiu na necessidade de realizar uma auditoria às contas públicas.
“Se não se realizarem auditorias, há dois problemas. O primeiro é que damos mais um sinal negativo ao exterior, isto é, que temos algo a esconder. Em segundo lugar, perante o eleitorado português, perante os cidadãos, é um factor de deslealdade inadmissível”, concluiu António Barreto. in "Público" 31.03.2011
Comentário de José Gomes Ferreira ao aumento do défice e ao corte do rating bancário pela Standard & Poors

Socialistas querem peritos orçamentais em silêncio até às eleições por Inês David Bastos e Margarida Peixoto no Jornal Económico

PSD repudiou ideia dos socialistas e PCP acusa o PS de querer “tapar a boca” à UTAO. O PS quer manter a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) - os oito especialistas em contas públicas que dão apoio aos deputados - em funções até que seja iniciada uma nova legislatura. Contudo, defende que o seu trabalho não deve ser público. A questão foi ontem discutida no Parlamento e foi explicada pelo deputado socialista Vítor Baptista, ao Diário Económico.
"Aprovámos a deliberação que defende que o conselho de administração da Assembleia da República deveria manter a UTAO em funções", explicou Vítor Baptista. "Mas não faz sentido a publicitação de relatórios", defendeu. Para o socialista, corria-se o risco de "transformar a UTAO no braço armado de um qualquer grupo parlamentar". Além disso, "se a Assembleia for dissolvida, a Comissão de Orçamento e Finanças deixa de existir, por isso não faz sentido haver relatórios", defende Vítor Baptista.

terça-feira, 29 de março de 2011

A CULPA ! - Por António Bagão Félix no Diário Económico

A culpa de não haver PEC 4 é do PSD e do CDS. A culpa de haver portagens nas Scuts é do PSD que viabilizou o PEC 3. A culpa do PEC 3 é do PEC 2. Que, por sua vez, tem culpa do PEC 1.
Chegados a este, a culpa é da situação internacional. E da Grécia e da Irlanda. E antes destas culpas todas, a culpa continua a ser dos Governos PSD/CDS. Aliás, nos últimos 16 anos, a culpa é apenas dos 3 anos de governação não socialista.
A culpa é do Presidente da República. A culpa é da Chanceler. A culpa é de Trichet. A culpa é da Madeira. A culpa é do FMI. A culpa é do euro.
A culpa é dos mercados. Excepto do "mercado" Magalhães. A culpa é do ‘rating'. A culpa é dos especuladores que nos emprestam dinheiro. A culpa até chegou a ser das receitas extraordinárias. À falta de outra culpa, a culpa é de os Orçamentos e PEC serem obrigatórios.
A culpa é da agricultura. A culpa é do nemátodo do pinho. A culpa é dos professores. A culpa é dos pais. A culpa é dos exames. A culpa é dos submarinos. A culpa é do TGV espanhol. A culpa é da conjuntura. A culpa é da estrutura.
A culpa é do computador que entupiu. A culpa é da ‘pen'. A culpa é do funcionário do Powerpoint. A culpa é do Director-Geral. A culpa é da errata, porque nunca há errata na culpa. A culpa é das estatísticas. Umas vezes, a culpa é do INE, outras do Eurostat, outras ainda do FMI. A culpa é de uma qualquer independente universidade. E, agora em versão pós Constâncio, a culpa também já é do Banco de Portugal. A culpa é dos jornalistas que fazem perguntas. A culpa é dos deputados que questionam. A culpa é das Comissões parlamentares que investigam. A culpa é dos que estudam os assuntos.
A culpa é do excesso de pensionistas. A culpa é dos desempregados. A culpa é dos doentes. A culpa é dos contribuintes. A culpa é dos pobres.
A culpa é das empresas, excepto as ungidas pelo regime. A culpa é da meteorologia. A culpa é do petróleo que sobe. A culpa é do petróleo que desce.
A culpa é da insensibilidade. Dos outros. A culpa é da arrogância. Dos outros. A culpa é da incompreensão. Dos outros. A culpa é da vertigem do poder. Dos outros. A culpa é da demagogia. Dos outros. A culpa é do pessimismo. Dos outros.
A culpa é do passado. A culpa é do futuro. A culpa é da verdade. A culpa é da realidade. A culpa é das notícias. A culpa é da esquerda. A culpa é da direita. A culpa é da rua. A culpa é do complexo de culpa. A culpa é da ética.
Há sempre "novas oportunidades" para as culpas (dos outros). Imagine-se, até que, há tempos, o atraso para assistir a uma ópera, foi culpa do PM de Cabo-Verde.
No fim, a culpa é dos eleitores, que não deram a maioria absoluta ao imaculado. A culpa é da democracia. A culpa é de Portugal. De todos. Só ele (e seus pajens) não têm culpa. Povo ingrato! Basta! Na passada quarta-feira, a culpa... já foi. António Bagão Félix, Economista - 28/03/11
Trecho da Intervenção do Dr. Marinho e Pinto por ocasião da Sessão Solene de Abertura do Ano Judicial 2011
A Crise segundo Albert Einstein
“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer as pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise se supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui a crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafíos, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la,e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

segunda-feira, 28 de março de 2011

Auditoria ao défice, já ! - Bruno Proença no Diário Económico

O País caiu na crise política porque até agora o actual Governo entreteu-se a brincar às mentiras nas contas públicas. O que parece nunca é. Afinal, é bem pior.

Em 2009, foi a primeira grande aldrabice. Os portugueses foram para eleições legislativas com a garantia do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, de que o défice orçamental era de 5,8%, acabou poucos meses depois em 9,3%. No ano seguinte, a mesma história de terror mas ainda com mais vítimas.
O Executivo socialista já sabia em Janeiro que tinha de reduzir o saldo negativo das contas públicas para 7,3%. O descontrolo foi tanto que teve de se recorrer ao fundo de pensões da Portugal Telecom - mais de dois mil milhões de euros -, o que parecia garantir um resultado melhor do que o esperado (6,9%), ainda que artificial. Pois bem, o Eurostat descobriu que as contas estão mal feitas e é preciso somar o BPN e os buracos crónicos nas contas públicas. Afinal, podemos acabar com um défice acima de 8%.
Nos poucos meses de execução do Orçamento deste ano, a mesma história de ficção. O Governo a fazer conferências de imprensa com os dados da execução orçamental e o Banco Central Europeu a apanhar insuficiências de pelo menos 0,8% do PIB porque a equipa das Finanças partiu de um cenário macroeconómico que só poderia concretizar--se no país das maravilhas.
Foi por isto que José Sócrates perdeu toda a sua credibilidade interna e externa. Não basta apresentar pacotes de medidas trimestrais e pedir o apoio da oposição e dos parceiros sociais. É preciso garantir que são realizados com rigor. E esta equipa do Ministério das Finanças já não consegue. Teixeira dos Santos chegou a ser o principal activo do Executivo, depois do próprio primeiro-ministro. Agora já faz parte do problema. Não tem força política para travar os apetites despesistas dos colegas de Governo e é a origem dos maiores embaraços externos. As finanças públicas em Portugal são uma ficção e de terceira categoria.
Desta forma, é preciso evitar os erros do passado. Portugal vai entrar em novo período eleitoral e os portugueses têm o direito de saberem a real dimensão do défice orçamental e da dívida pública antes de irem às urnas no fim de Maio. Caso contrário, qualquer discussão é estéril. Os partidos políticos bem podem comprometer-se com a redução do défice, mas como avaliar as suas propostas sem conhecer a dimensão do problema? Por um lado, será sempre um acto inútil. Por outro lado, dá espaço a todas as demagogias na campanha eleitoral.
A maneira de resolver esta questão é fazer já uma auditoria às contas públicas, que deverá estar concluída antes das eleições. A presidência da República deve liderar a iniciativa que deve ser conduzida pelas entidades europeias - Eurostat, Comissão Europeia e BCE - e pelo INE, com a colaboração do Governo em gestão. As entidades europeias tiveram recentemente em Portugal, pelo que há trabalho adiantado e ninguém vai colocar em causa os seus resultados. Os portugueses merecem a verdade sobre o problema mais urgente do País. Senão, como votar em consciência?
Bruno Proença, Director Executivo, 25/03/11- bruno.proenca@economico.pt
Sócrates irrita-se com jornalistas em Bruxelas
Luís Rego em Bruxelas
Sócrates respondeu com grande crispação a perguntas de jornalistas estrangeiros, que questionavam a situação financeira do país.
No final da conferência de imprensa, visivelmente irritado, dirigiu-se a uma jornalista estrangeira, que lhe havia perguntado em português do Brasil sobre a capacidade do país se conseguir refinanciar em Abril.
Com o dedo em riste, ar ofendido e voz acima do tom, Sócrates afirmou que "não andamos por aí a pedinchar, temos dinheiro suficiente" e "temos dignidade", perante o olhar surpreso da jornalista. Antes já tinha demonstrado um comportamento mais ríspido que o habitual, acusando a mesma jornalista de enfraquecer o país com a sua questão. "Desculpe mas todas estas perguntas, são perguntas para enfraquecer a posição portuguesa e portanto rejeito-as desta forma", disse, batendo com a mão na mesa enquanto dizia "Portugal tem condições para se financiar nos mercados".
Outro jornalista estrangeiro, de uma agência alemã, que o questionou sobre se uma ajuda a Portugal poderia estabilizar o euro, também ouviu uma resposta ríspida. "O que causa a especulação são essas perguntas e esses rumores". E disse que essa ideia que uma ajuda seria boa para a Europa é uma "ideia infantil", notando que outros países [a Espanha] ficariam mais expostos. "Era dar razão à teoria do dominó. Não, isto tem de parar e vai parar aqui" - disse levantando a voz. "Espero que isso seja claro, está bem?", concluiu. 25/03/11
Colapso Econômico, Fome e Miséria Programados e Iminentes

quarta-feira, 23 de março de 2011

Comunicado da Presidência da República

O primeiro-ministro, José Sócrates apresentou hoje o pedido de demissão do cargo ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, anunciou a Presidência da República.
“O Presidente da República recebeu hoje, em audiência, o primeiro-ministro, o qual lhe apresentou o seu pedido de demissão”, lê-se num comunicado da Presidência da República.
Cavaco recebe partidos 6/a feira, primeira etapa da crise que deverá levar o país a eleições
As audiências com os partidos que o Presidente da República promove sexta-feira marcarão a primeiro etapa de uma crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro e que deverá culminar na realização de eleições antecipadas ainda antes do verão.
Apesar do calendário imposto pelos prazos legais que é preciso observar ser ‘apertado’ é possível que as mais do que previsíveis eleições legislativas antecipadas se realizem no final de maio ou início de junho.
De acordo com a Lei Eleitoral para a Assembleia da República, a marcação de eleições antecipadas devido à dissolução da Assembleia da República terá que marcar o ato eleitoral com uma “antecedência mínima de 55 dias”.
Ou seja, para as eleições se realizarem no último fim-de-semana de maio (dia 29), as eleições teriam que ser marcadas até dia 04 de abril.
Em época pascal, nada como lembrar Handel...
Situação do pessoal em embaixadas "não é digna da Holanda":
http://www.rnw.nl/portugues/article/situacao-do-pessoal-em-embaixadas-nao-e-digna-da-holanda

domingo, 20 de março de 2011

Um sem-abrigo descobre que é filho de um milionário !!!

Jerry Winkler, holandês de 28 anos, vivia até ao ano passado nas ruas de Amsterdão quando descobriu que era o único filho de um multimilionário. Jerry descobriu que a sua mãe tinha tido uma aventura amorosa com o empresário Alfred Winkler.
Winkler, ex-toxicodependente e sem abrigo afirma que a sua vida "deu uma volta de 180 graus" e que "agora já tem dinheiro no banco", desabafando que agora pode "voltar a viver". Pela lei holandesa Jerry não tinha direito à herança do seu pai por não ter sido registado como filho de Alfred Winkler.
Depois de ter descoberto as suas origens, Jerry adoptou o apelido do seu pai e recebeu uma parte da fortuna de Alfred que tinha sido doada na totalidade a uma fundação. "Decidiram que por razões morais me deveriam dar uma percentagem. Para mim é muito dinheiro", afirma Jerry.
Jerry Winkler descobriu que a mãe tinha tido um caso amoroso no trabalho e, seguindo variadas pistas, descobriu que Alfred era seu pai. " O meu segundo nome é Alfred, e nunca soube porque a minha mãe me deu este nome. Era uma pista." O teste de ADN mostrou que havia de 99,999% de probabilidades de Jerry ser filho de Alfred Winkler.
 

terça-feira, 15 de março de 2011

CASA LUSITANIA EM BERNA COM HONRAS DE EMBAIXADOR !

Um Diplomata uma palavra ! - Sexa. o Embaixador de Portugal em Berna, José Lameiras, aquando da Prova de Vinhos Portugueses no "Cercle de la Grande Société de Berne" no passado dia 25 de Fevereiro (ver neste Blog) tinha ali prometido de visitar em breve a loja e armazéns dos organizadores do evento. Tal aconteceu hoje acompanhado pelo Técnico especialista de serviço social e cultural, António Dias da Costa.
O jovem casal empresarial Claudia e Francisco Aragão acompanhados de alguns dos seus empregados receberam esta visita com todas as honras, quanto mais que foi a primeira vez em 20 anos da sua existência na promoção e venda de produtos portugueses que um Embaixador ali foi oficialmente saudá-los e congratulá-los pelo excelente trabalho em prol de Portugal. Um aparente gesto simples mas que eleva em muito a auto-estima para todos e finalmente quem beneficia é o nosso País. http://www.casalusitania.ch
"UM SEGREDO" A CLAUDIA ADORA A NOSSA PORTUGUESA AUREA

Santana Lopes: "Em Portugal têm mais sucesso os que falam pouco ou os que não falam"

segunda-feira, 14 de março de 2011

As crónicas de um jovem sem futuro !

Portugal vive uma crise grave, económica e financeira, e eu percebo que o país se agite perante as perspectivas de futuro do país. Em democracia, a manifestação pacífica e ordeira é um mecanismo social de purga de frustrações e muitas vezes uma forma de exaltar o desespero de quem não vê a sua vida melhorar. É, sem dúvida, preocupante que na manifestação de ontem se empunhassem cartazes com mensagens de ataque à classe política, mas é preciso fazer um esforço para perceber o que leva a esses sentimentos:
Os partidos políticos não perceberam a mensagem e não percebem o que levou à mobilização dos jovens. É assustador que o primeiro-ministro do país faça graças levianas perante os protestos de jovens que interrompem uma sessão de propaganda na sua (dada a actualidade da última semana) triste candidatura a secretário geral do PS. Assumiu o protesto como partida de Carnaval. Depois, de Bruxelas, diz que o Governo tudo está a fazer pelo futuro dos jovens. O governo, e a oposição não percebem o que pedem os jovens. Isso é culpa nossa. Sobretudo das juventudes partidárias. Ainda não tivemos a coragem de, no âmbito das nossas estruturas partidárias, assumir um discurso próprio que poderá não ser fácil, mas que é absolutamente necessário e fundamental, sob pena de vermos o protesto e frustrações dos jovens capitalizados de forma absolutamente irresponsável pelo populismo de quem quer vender discos com canções e músicas de protesto.
Os jovens pedem que mudem as regras do jogo. O que provoca a revolta e a frustração é sentir que o mercado de trabalho lhes fecha a porta sob a forma de um contracto de trabalho que lhes garanta protecção social, ao mesmo tempo que precisa do seu trabalho sob a forma de: contratos temporários com remunerações atentatórias do seu mérito e produtividade; contratação por recibos verdes de forma abusiva; estágios e mais estágios com remuneração subsidiada pelo estado. É mentira que a economia portuguesa não consiga absorver a força de trabalho dos jovens. O mercado e as empresas precisam dos jovens e das suas qualificações para poderem competir num mercado global onde o potencial humano é fundamental. Que país é este que parece poder dar-se ao luxo de sangrar uma geração que durante vinte anos formou e educou como nunca antes tinha feito na sua história, com o sacrifício de uma sociedade que custeou uma escola pública e um sistema de ensino superior praticamente gratuito? Para que serviu afinal esse esforço?
Um país que se dá ao luxo de abdicar de quadros qualificados e da força das suas gerações mais novas, é um país que não precisa de qualificações e que caminha no sentido da mão de obra barata e sem qualificações. Às gerações empregadas, muitas vezes protegidas nos seus direitos adquiridos de avaliações de competência e mérito, que seja claro que o seu futuro é o da deterioração dos seus salários e direitos. Quando ouvi, no Sábado, a par da manifestação na Avenida da Liberdade, num comício que reuniu 7000 professores gritar pelo fim da avaliação dos professores, não pude deixar de pensar como estes dois protestos se completam no diagnóstico da esquizofrenia do mercado de trabalho do nosso país que exclui aqueles de quem precisa para aumentar a capacidade competitiva do país e protege os que não estão dispostos a viver com as novas regras do mercado globalizado e competitivo. É preciso perceber que não há moralidade em mandar os jovens emigrar, não por se acreditar que é essa a melhor solução para os jovens e para o país, mas pela defesa de interesses corporativos e egoístas de quem não admite viver num mercado de trabalho competitivo e globalizado.
Nós, juventudes partidárias, temos de dar voz a estes jovens, a bem da democracia e da credibilização da classe política. Vamos assumir a defesa dos interesses dos jovens que representamos! Temos de capitalizar este descontentamento, para que o protesto e a frustração não caia no populismo de quem julga mudar o mundo com um megafone na mão...
Uma psicose de Rui Costa Pinto in: http://psicolaranja.blogs.sapo.pt

domingo, 13 de março de 2011

"A RIVAL" foi ontem a minha forma de apoiar o movimento "Geração à rasca" !

A convite de longa data por "Amigos do Peito Suíços" estive ontem com a minha mulher mais uma vez a assistir a uma peça de teatro do grupo tradicional de Wohlen na localidade de Uettligen bem perto de Berna.
Foi óptimo por se tratar de uma peça política na qual um candidato empresário "falido" à presidência do seu partido (Partido da Cidade e Campo - SLP - Stadt Land Partei) obteve uma rival concorrente ao lugar com a qual um ano antes teve uma relação íntima no verão e a esposa do mesmo tudo faz para que o mesmo ganhe a eleição, sabendo a verdade e tendo uma filha deficiente por causa dessa relação derivado a um acidente por tal amor.
A votação foi efectuada pela assistência na sala repleta, de que julgo a minha mulher e eu sermos os únicos estrangeiros, e "naturalmente" ganhou a rival.
Antes da apresentação da peça deste grupo de amadores dançaram e cantaram os membros da sua associação de trajes tradicionais - Excelente !
Devo dizer que fiquei admirado de em todo o programa não ter ouvido uma única palavra ou frase referente aos imigrantes !
Os a seguir comes e bebes também foram muito bons pelo que penso voltar no próximo ano a assitir a uma nova peça musical e teatral.
Agradeço aqui aos meus amigos suíços todo o acolhimento bem "à portuguesa" ! - Danke es war Wunderbar - Wir kommen gerne wieder ! - Jessica und António.

terça-feira, 8 de março de 2011

Hoje é o Dia Internacional da Mulher !

PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO ?
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA ?
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.

UM OLHAR DE HOMEM SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Depoimento de Mendes Bota, deputado e presidente da Comissão para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa

“Hoje, Dia Internacional da Mulher, decidi assinalar a efeméride de uma forma pouco usual entre nós mas, do mesmo passo, significativa daquilo que deve ser a função fiscalizadora dos deputados acerca da transposição das leis criadas de jure, para a situação de facto adveniente da sua aplicação (ou não). Mais importante me parece ainda, que a casa-mãe dos próprios legisladores, a Assembleia da República, seja a primeira a dar o exemplo de cumprimento das leis que ela própria aprova, ou das orientações políticas que transmite para a sociedade.
Infelizmente, a concretização do artigo 9º da Constituição da República Portuguesa, que estabelece como uma das tarefas fundamentais do Estado “promover a igualdade entre homens e mulheres”, ainda tem um longo caminho a percorrer na própria Assembleia da República, apesar de alguns progressos que se devem registar.
Com a Lei Orgânica nº 3/2006, de 21 de Agosto, a vulgarmente conhecida como “Lei da Paridade”, tornou-se obrigatória para os partidos políticos a apresentação de listas de candidatura em cuja composição se garanta a presença de 33,3% de membros do sexo sub-representado.
A primeira consequência deste novo normativo, reflectiu-se logo na composição do parlamento saído das eleições de 27 de Setembro de 2009, sendo que actualmente o número de mulheres no exercício das funções de deputado nesta XI Legislatura é de 69, o que corresponde a 30% do total dos parlamentares (Anexo 1).
Tratou-se de uma alteração muito positiva, relativamente à Legislatura anterior. Todavia, e apesar desta participação de 30% de mulheres na composição básica da Assembleia da República, que a colocam na 34ª posição do ranking mundial, a sua participação nos cargos mais elevados da instituição, ou até no próprio protagonismo do debate parlamentar, está longe de ser satisfatória.
Eis os resultados desta observação, que actualizarei doravante com periodicidade trimestral, publicada no meu sítio electrónico (www..mendesbota.com):
1- A presidência é ocupada por um homem (sem colocar em causa o mérito de quem a ocupa);
2- Existem 15 Comissões Permanentes, Eventuais ou de Inquérito. Todas as 15 presidências são ocupadas por homens. Percentagem de mulheres = ZERO! (Anexo2);
3- De um total de 44 membros das Mesas (presidências e vice-presidências) destas Comissões, apenas se contabilizam 5 mulheres como vice-presidentes, o que equivale a 11,3% do total (Anexo 3);
4- Na Conferência de Presidentes, existe uma mulher num total de 16 lugares, ou seja, 6% (Anexo 4);
5- Os líderes dos 5 principais grupos parlamentares (PS, PSD, CDS-PP, BE e PCP) são todos homens, sem desprimor para o caso atípico do PEV que, na sua reduzida dimensão de dois parlamentares pratica a igualdade absoluta (uma mulher e um homem), com liderança no feminino;
6- Nas direcções dos Grupos Parlamentares, as mulheres ocupam 13 lugares num total de 36, ou seja, 36%, e este é um dos poucos indicadores positivos (Anexo 5);
7- As presidências das 9 delegações internacionais são todas exercidas por homens. Percentagem de mulheres = ZERO! (Anexo 6);
8- Na composição destas delegações internacionais, a percentagem de mulheres é de 27% (Anexo 7);
9- Na presidência dos 38 Grupos Parlamentares de Amizade, apenas se encontram 6 mulheres, o que corresponde a 16% (Anexo 8);
10- Na composição das Mesas dos Grupos Parlamentares de Amizade (presidências e vice-presidências), encontram-se 28 mulheres, ou seja, uma taxa de 26% (Anexo 9);
11- No Conselho de Administração, existem 5 mulheres, num total de 15 membros, o que corresponde a 33,3% (Anexo 10);
12- Existem apenas duas Subcomissões, cujas presidências estão equitativamente repartidas;
13- Na coordenação dos Grupos de Trabalho encontram-se 19 mulheres num total de 47, ou seja, 40%, indicador bastante significativo de como as deputadas são chamadas ao trabalho parlamentar, mas quando se sobe na hierarquia do protagonismo e da representação, esbarram numa barreira de vidro discriminatório que impede uma efectiva igualdade de oportunidades (Anexo 11);
14- Finalmente, fiz uma análise sobre os intervenientes nos debates parlamentares, nas sessões parlamentares de 2011, já publicadas no Diário da Assembleia da República (Anexo 12). As mulheres protagonizaram 28% das intervenções nos debates em plenário, sendo no entanto de realçar que na dialéctica mais mediática (debates quinzenais com o Primeiro Ministro), os líderes parlamentares (homens) monopolizaram praticamente os discursos.
Acredito firmemente que estamos no limiar de um novo paradigma de uma sociedade baseada na igualdade de género. Já o compreendi há algum tempo atrás. E estou convicto de que uma sociedade terá tanto maior felicidade e será tanto mais produtiva, quanto maior for o equilibro de género, seja nos lugares de responsabilidade e decisão, nos sectores público ou privado, nas empresas ou em casa, na partilha familiar das responsabilidades domésticas e parentais.
Também eu acredito que o talento, o mérito e a capacidade não têm género, e que um dos maiores obstáculos ao reconhecimento desta realidade se prende com o medo de muitos homens de perder poder e protagonismo para mulheres portadoras de capacidade e inteligência também.
A esses homens, digo-lhes que mais vale serem agentes da mudança, do que serem ultrapassados por ela. É importante que estejamos na primeira linha do combate contra a violência que se continua a abater sobre as mulheres, bem como na partilha equitativa de responsabilidades. Lutar pelos direitos das mulheres não é, nem pode ser, na minha opinião, um combate exclusivo das mulheres.
Este é o meu modesto contributo para assinalar a passagem do Dia Internacional da Mulher. Hoje é terça-feira de Carnaval, a Assembleia da República está fechada ao público, mas este é um outro carnaval onde é preciso tirar a máscara!”
Assembleia da República, 8 de Março de 2011
PORTUGAL - EINE LEIDENSCHAFT !!!

As mulheres têm uma capacidade de análise rápida muito superior aos homens.
Porque não há sucesso sem trabalho, junto modelo básico da metodologia de treino permanente …

domingo, 6 de março de 2011

Portugueses em eleições na Suíça nos Cantões de Genebra e Vaud

Os portugueses residentes nos Cantões de Genebra e Vaud na Suíça estão decididos a defender os seus interesses e, por isso, muitos deles são candidatos nas eleições autárquicas que vão realizar-se a 13 de Março. PARTICIPE E VOTE !!!

Festival da Canção 2011 - A Luta é Alegria - Homens da Luta venceram e vão a Düsseldorf !

Homens da luta dão entrevista exclusiva à SIC no Primeiro Jornal

Miguel Sousa Tavares comenta canção vencedora do Festival Eurovisão

sábado, 5 de março de 2011